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26/03/2017

A FELICIDADE E A RELIGIÃO.


Por: Adilson Teixeira de Godoy
Médium do Colégio Sacerdotal da Ordem de Melquesedeque
Filosofia Cósmica do Poder Divino Integralizado

Aprendemos que a religião existe para trazer felicidade.
Deus nos criou e nos colocou no mundo e fez isso por puro amor, portanto quer a nossa felicidade. Ele nos deu a vida plena, com todos os órgãos do corpo funcionando perfeitamente e um incrível mecanismo mental, sofisticado, com um desenvolvimento evolutivo físico, igual para a maioria das criaturas. Padronizou o corpo físico, os cérebros, não só dos seres humanos, mas de todos os seres criados em suas raças e espécies. Criou o mecanismo da reprodução, e a força Angélica, nos semeou no processo evolutivo, junto com o nosso anjo da guarda, para aprendermos a sentir todas as sensações e vivermos plenamente todos os reinos da natureza dentro do nosso próprio corpo, que carrega no seu interior, elementos naturais, como fósforo, ferro, cálcio, etc.  O corpo humano já foi dissecado por cientistas antigos e modernos, fotografado e computadorizado, sendo objeto de estudo e dedicação de cientistas, tentando descobrir “algo mais”, além do que já sabem e do que não admitem.

Deus não pode ser responsabilizado pelos erros das pessoas, como causador do sofrimento, da injustiça e da dor, como se não tomasse conhecimento pelos caminhos que os seres procuraram para sobreviver. Existem pessoas que não acreditam no livre arbítrio, dizendo que somos conduzidos pela massa social, pelas leis sociais, pelas religiões e sistemas filosóficos, e que não temos condições de abrir mão da vida na sociedade em que vivemos. Isto não tem nada a ver com o livre arbítrio.

Neste exato momento que você está lendo este artigo, se resolver se levantar e fazer aquilo que lhe der na cabeça, você o fará. O campo de desejo é pessoal e intransferível, independente da sua organização social. Tudo na vida depende da escolha que você faz. A decisão e a escolha são suas. A forma como você vai dirigir a sua vida é que tem muito a ver como você se comporta (se ao dirigir seu carro, você andar na faixa certa, respeitar os sinais, as placas de velocidade, dirigir com atenção, não será multado e terá muito mais possibilidades de chegar ao seu destino em paz, do que se sair por aí dirigindo como um maluco ou embriagado por algum tóxico ingerido ou aspirado). A nossa vida depende do caminho que tomamos, dos aconselhamentos que ouvimos quando jovens, das escolhas que fazemos e do modo como escolhemos para viver.

“Amar a Deus sobre todas as coisas". Respeitar a família, dar atenção as pessoas que nos procuram, ser atento e atencioso com todos, principalmente no trabalho, respeitando o espaço e a individualidade dos outros, é um aconselhamento que deve ser seguido, porque é muito valioso e vale uma boa reflexão.

O cuidado na comunicação é muito importante, principalmente dentro da família. O respeito deve começar dentro de casa. Se você tem esta consciência, cresça com essa noção de responsabilidade e carinho, assim, você terá conseguido dar um grande passo em relação à felicidade pessoal, sem precisar de religião nenhuma.

Se a religião entrar em sua vida, para atemorizá-lo e isso lhe causar problemas, não terá nenhum sentido e utilidade para você. Se a religião que seus pais lhe ensinaram, apresentar dúvidas para salvação de sua alma, pense mil vezes antes de optar por ela. Se eles insistirem, você poderá dizer sinceramente: - “Sabe de uma coisa, até aqui eu acreditei na sua religião, em tudo que você me ensinou, mas não vejo mais muita lógica, os conceitos são obscuros, misteriosos, não torna nada claro e na realidade até hoje não me explicou nada, a não ser me chamar de pecador, pecador, pecador”.

Nunca vire ateu porque sua religião não lhe dá explicações necessárias. Se você quiser permanecer nela, estude profundamente sua teologia para aceita-la no seu coração ou então procure outra. “Tudo que teu coração e tua razão não aceita, não aceites".

Eu cometi este erro. Passei anos da minha vida vagando no espaço religioso em busca das minhas inquirições, por conta de uma discussão com um padre quando tinha 14 anos, dentro de um confessionário, pelo absurdo doutrinário que ouvi e que não vou nem comentar. Quando completei 18 anos, resolvi fazer um curso de teologia de dois anos, mas só aguentei seis meses. Mesmo com pouca idade, eu tinha plena convicção que aquele padre não estava no caminho certo.... Quando fui para a faculdade, costumava matar aulas para ler a suma teológica de Santo Thomas de Aquino e tentar não me sentir um peixe completamente fora d´água.

Tenho absoluta convicção, de que se tivesse tido explicações lógicas e satisfatórias, não teria desenvolvido minha profissão na área da música e do direito, e com certeza, teria optado pela vida sacerdotal. Tentei de todas as formas me reconciliar com a minha religião de origem “Católica Apostólica Romana”, mas foi impossível.

A teologia escolástica e clerical, nunca esteve afinada com meu ouvido musical absoluto. Seus dogmas não são fáceis de "digerir".  Depois que você estuda um pouco, e aprende a pensar, você entra num profundo descrédito e decepção. Como conseguiram permanecer no erro até hoje? (Considero um fato heroico). Será realmente que nunca perceberam?

Respeito profundamente a vocação sacerdotal. Uma criatura que opta pelo caminho sacerdotal abandonando os bens materiais e renunciando a vida sexual, inteiramente voltado às orações, se tornando útil a sociedade em que vive, arregaçando as mangas e trabalhando duramente, na construção de uma obra sincera, com amor desmedido pela criatura humana descomedidamente, é um ser digno do maior apreço de todos, pois independentemente da teologia que ele defende e professa, merece o nosso respeito pelo trabalho, dedicação e amor ao próximo.

O verdadeiro sacerdote da Ordem de Melquisedec, dentro ou fora de qualquer igreja, seja ela de qualquer natureza, é um idealista. Acredita na vida, em Deus, na família, em qualquer proposta séria que sirva para melhorar o caminho das pessoas, procurando andar de cabeça erguida como ser humano e profissional.

O sacerdócio não existe somente nas igrejas. Um artista dedicado, um cientista dedicado, um pai de família responsável e dedicado, todos são sacerdotes. Quem vive aquilo que faz, respirando sua profissão, com dignidade, honestidade e respeito, já nasceu batizado. Se quiser conferir, em qualquer religião, recebendo um segundo batismo não terá nada a perder.

É como reconhecer uma assinatura que já existe em qualquer cartório, pois na nossa visão espiritual, esse espírito já foi batizado milhares de vezes. Todos nós acertamos e erramos, errar é humano, reconhecer o erro é que é difícil.

O ser humano é muito vaidoso, se acha grande demais para pedir desculpas. Normalmente, é só sua razão e sua tese que devem prevalecer. A humildade vem com o amadurecimento e com o conhecimento da vida. Se todos fossem perfeitos, não estaríamos num planeta “de expiação e dor” e agora “regeneração”, como dizem os espíritas.

Procure uma religião que lhe dê respostas claras e objetivas para suas questões, que lhe ensine a criar e construir a sua felicidade alegre e confiante. A opção por religiões que exigem rituais para salvar sua alma, deve ficar sob observação. Se seus pais já tomaram as decisões por você, quando ainda era criança, e te batizaram nesta ou naquela religião, cumpriram a parte deles como educadores religiosos, e com certeza, foi o melhor que puderam lhe dar, na visão deles.

Em alguns casos, os pais também podem errar, mas sempre querem o melhor para seus filhos. Eles têm uma alta capacidade de perdão. Quando são atacados perdoam de coração, sofrem calados, procuram entender os “espasmos da juventude" e continuam orando para encontrarem o seu erro, normalmente reconhecendo a atitude que possa ter provocado tanta agressividade. Podem ou não, mudar o procedimento e o comportamento, e os que não reconhecem, continuam errando involuntariamente e não estão nem aí.

Os pais dificilmente podem errar. Os filhos não gostam de pais que erram. É muito mais difícil para os filhos perdoarem os pais, do que o contrário, mesmo quando eles estão errados, geralmente se mantêm arrogantes e não reconhecem suas falhas. Os pais precisam ter muita fé, amor e paciência.

Quando Jesus estava na cruz, ofegante, conseguiu dizer: “Pai perdoai, porque eles não sabem o que fazem”. Quem não passou por isto? Vocês já pensaram o que acontece com os pais mais velhos, indo a um culto religioso, depois de passarem uma vida inteira lutando, e ouvirem um pregador bradar forte: - “Cuidado com o demônio, ele está atrás de você, pague o seu dizimo! ”... Se esses mesmos pais, resolvessem mudar de culto religioso, poderiam ouvir: -  “Minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa, portanto peço e rogo, etc.” ou:  - “Confessem seus pecados, se não sua alma será condenada ao fogo do inferno”...

Os líderes religiosos, não fazem distinção nestas interlocuções, se quem está presente é uma senhora de 90 anos, um senhor de 70, ou se entre eles, existem crianças ou jovens inteligentes, promissores, cheios de vida, alegres e que jamais tenham cometido erros graves. É muito constrangedor, olhar para a sua mãe, ao seu lado, reconhecendo toda a sua lisura e honestidade e vê-la inocentemente dizer segurando o terço, com a maior fé do mundo: - “Minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa”.  (Meu Deus do céu! Onde estamos, culpa do que? De ter nascido, de ter gerado filhos e se sacrificado por eles?). Deus disse: - Crescei-vos e multiplicai-vos. Onde está o pecado?

Apesar de ter estudado quarenta anos, e ter lido não sei quantos livros, até hoje, não consegui entender e sentir essa história de pecado original. O que é pecado original? Você sabe? Então me explique e me convença. "Quando o padre me perguntou quais eram os meus pecados aos 14 anos, eu respondi sinceramente que não sabia, e lhe perguntei: o que o senhor quer dizer com pecado?"

Papai também teve uma vivência parecida com o padre: - “Senhor padre, toda minha vida lutei, trabalhei, criei, eduquei meus filhos, me dediquei inteiramente a família. Hoje estão realizados, são famosos, felizes, nunca matei, nunca roubei, como professor, ensinei muita gente de graça preparando-os para concursos. Onde pequei? Nunca bebi, mas gostava de um filé mignon e fumava meu cigarrinho.  Comer carne e fumar um cigarrinho é pecado? O senhor gosta de um filé? Já fumou? Quando disse isto, o padre o benzeu e olhou profundamente em seus olhos, apertou sua mão, com os olhos marejados, deu a comunhão, fez a sua prece e se retirou".

Existem muitas questões ocultas na religião para serem esclarecidas. Depois de quinze dias meu pai faleceu. Eu costumava ir na missa todos os domingos e comungar (Sou um religioso nato). Escapei de ser padre por pouco, porque se tivesse enveredado pelo sacerdócio, com certeza teria provocado muita confusão, criado muitos problemas para bispos e cardeais, só por conta da anematização dos ensinamentos de Orígenes.

Fui criado dentro da religião Católica Apostólica Romana. Sou devoto de São Judas Tadeu e frequento sua igreja no Jabaquara, em São Paulo, há trinta e cinco anos. Foi na igreja de São Judas, que cumpri todas as minhas obrigações com a Ordem de Melquesedeque, a quem sirvo há quatro décadas, como médium, sem interrupção.

Quando estou assistindo a missa, costumo sonhar como seria, se ao invés deles orarem pela ressurreição da carne, orassem ressurreição do CORPO ESPIRITUAL, e deixassem a carne quieta no túmulo em estado de putrefação. Que bom se estas pessoas que manifestam uma fé maravilhosa, acreditassem na transmigração da alma e na comunicação dos espíritos.

É uma pena que o V Concilio de Constantinopla II, anematizou o ensinamento de Orígenes, expurgando da doutrina cristã, os ensinamentos dos padres neoplatonistas como Plotino, Orígenes e Clementes de Alexandria. Na época, em 553 d.C., o imperador Romano Justiniano I, convocou o concílio irregularmente, com o apoio de um sínodo de bispos manobrados politicamente e sem o consentimento do Papa Virgílio que foi injustamente encarcerado.

Não seria possível nos tempos de hoje, a Congregação para Doutrina da Fé desconsiderar essa decisão, para que o cristianismo pudesse desenvolver um projeto futuro em direção a vontade de Jesus, a fim de que houvesse um só rebanho e um só pastor?

A igreja com sua força e quantidade de adeptos, poderia convocar um concilio ou um sínodo com os representantes de todas as religiões cristãs protestantes e ortodoxos e debaterem este assunto até chegarem a um consenso.

Com certeza esta decisão traria para a igreja uma corrente Holística de pensamento e resolveria inúmeras questões filosóficas. Esvaziaria o materialismo e daria um sentido mais lógico para justiça divina, integrando a reencarnação do espírito como um processo salvacionista e integracionista, colocando os seres vivos como parte energética do processo evolutivo dentro da sociedade, do planeta e do universo, que conforme já foi provado cientificamente, vive em constante expansão.

Com o propósito de colaborar, transcrevo abaixo, o texto da anematização em Latim, já que estamos revendo as tradições antigas. O Papa Francisco bem que poderia entrar para a história como “o Papa Reformador”.

Queremos colaborar.
 
  "SI QUIS DICIT, AUT SENTIT PROEXISTERE HOMINUM ANIMAS, UTPOTE QUAE ANTEA MENTESFUERINT ET SANCTAE, SATIETATEMQUE CEPISSE DIVINAE CONTEMPLATIONIS, E IN DETERIUS CONVERSAS ESSES; ATQUE IDEIRCO APOFIXESTAI ID EST REFRIGISSE A DEI CHARITATE, ET IND FIXAS GRAECE, ID EST, ANIMAS ESSE NUNCUPATAS, DEMISSAQUE ESSE IN CORPORA SUPLICII CAUSA: ANATHEMA"

  TRADUÇÃO:

  "SE ALGUEM DIZ OU SUSTENTA QUE AS ALMAS HUMANAS PREEXISTIRAM NA CONDIÇÃO DE INTELIGÊNCIAS E DE SANTOS PODERES; QUE, TENDO SE ENOJADO DA CONTEMPLAÇÃO DIVINA, TENDO SE CORROMPIDO E, ATRAVES DISSO, TENDO SE ARREFECIDO NO AMOR A DEUS, ELAS FORAM, POR ESTA RAZÃO CHAMADAS DE ALMAS E, PARA SEU CASTIGO, MERGULHADAS EM CORPOS, QUE ELE SEJA ANATEMATIZADO"


  Anexos estamos passando uma bibliografia que pode ser consultada sobre transmigração da alma para quem quiser se aprofundar.

  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.

  ANDRADE, H.G. Você e a reencarnação. Bauru-SP: CEAC, 2002

  ANDRADE, J. O espiritismo e as igrejas reformadas, Salvador: SEDA, 1997.

  BOEHNER, P. E GILSON, E. História da filosofia Cristã. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.

  CAJAZEIRAS, F. Elementos de teologia espirita, Capivari SP: EME, 2002.

  CHAVES, J. R. A reencarnação na biblia e na ciência, SP: EBM, 2006.

  DENIS, L. Cristianismo e Espiritismo, RJ: FEB,1987

 O problema do Ser, do destino e da dor, RJ: FEB, 1989.

  KERSTEN, H. Jesus viveu na Índia, SP: Bester Seller, 1988.

  MELLO, F. G. Reencontro Cristão: reflexões para o cristianismo do terceiro milênio, RJ: DP&A, 1997.

  PROPHET, E. C. Reencarnação - o elo perdido do cristianismo, RJ: NOVA ERA, 1999.

  REALE, G E ANTISERI, D. História da filosofia, vol I, SP: PAULUS, 1990.
 

  RUSSEL, E. W, Reencarnação - O mistério do Homem, RJ: ARTENOVA, 1972.

03/02/2017

A CAMINHADA



O caminho religioso de todo ser humano em 90% dos casos vem traçado dentro da própria família. Normalmente, os filhos seguem o caminho religioso dos pais, cumprindo a liturgia religiosa, dentro dos padrões normais que cada religião estabelece e moldando sua personalidade religiosa, de acordo com o seu interesse, pelos caminhos traçados dentro da trilha, que lhe foi colocada para seu encontro com Deus.

As famílias brasileiras em sua maioria, nos últimos anos, encaminharam seus filhos para a fé Católica Apostólica Romana. Antigamente, falar em culto protestante ou fé espírita, era uma afronta aos padrões. Até os estudantes que não fossem católicos as vezes enfrentavam discriminações.

Com o passar do tempo, esta situação se modificou e a liberdade religiosa abriu os horizontes para quem saísse do culto familiar e procurasse outro caminho.

A igreja Católica Apostólica Romana, realizou uma reforma litúrgica, eliminando em várias igrejas, a missa em Latim, tornando os fiéis mais participativos e os cultos compreendidos.

Os corais ensaiados, praticamente deixaram de existir e a música sacra de qualidade, perdeu seu espaço para cantos populares de louvação, em compensação, ganhou em participação. Hoje vemos os fiéis cantando em português e participando do culto com fé e devoção.

As famílias que conseguem manter seus filhos na fé católica, encontram uma religião materialmente sólida, mas ainda presam teologicamente os seus dogmas seculares, votados em concílios que remontam a milhares de anos, desde praticamente a fundação do Cristianismo.

A igreja mudou em sua aparência externa, mas não na sua visão dogmática, teológica, escolástica e clerical.

As religiões protestantes pentecostais e neo pentecostais, avançaram sobre a igreja Católica Apostólica Romana e hoje, a perda de fiéis ao protestantismo e outras vertentes atinge à 40% em quase todo o mundo, isto sem contar, as mudanças de opinião conscientes através da convicção conseguida através de estudo, pesquisa e meditação, sobre novos entendimentos das criaturas, que seguiram convictamente, outras escolas espirituais e começaram a professar uma nova fé.

Muitos se afastaram da fé Católica, deixando de participar de sua liturgia; embora, sem abandonarem a mensagem de Jesus Cristo, como no caso das correntes brasileiras tal qual a doutrina Kardecista, ou enveredando para o Budismo, Islamismo ou crenças esotéricas e holísticas.

O maior questionamento, sem dúvida, dentro do Cristianismo Escolástico e Clerical é a crença nas doutrinas da reencarnação e do Dom, no dogma mal resolvido até hoje da “Ressurreição da carne” e principalmente na própria ascensão de Jesus Cristo aos céus com corpo físico, energético ou “corpo glorioso” sem uma definição objetiva do que vem a ser corpo glorioso.

Esta matéria nunca foi explicada com clareza para os fiéis comuns, talvez sendo mais compreendido no dentro da teologia sacerdotal do que externamente aos fiéis. Algumas igrejas oram “Ressurreição dos mortos” e outras “Ressurreição da carne”. Existe uma diferença teológica fundamental e esclarecedora, pois os fundamentos “não são as mesmas coisas” como certa vez nos disse um sacerdote bem treinado em “respostas óbvias”, na visão dele. Na visão Cristiciísta da Ordem de Melquesedec, são essas “saídas pela tangente”, que desagradam os fiéis mais esclarecidos e que de certa forma pertencem ao grande grupo de formadores de opinião, que com certeza, influenciarão seus descendentes, familiares ou não.

A sustentação filosófica e religiosa, precisa ser atualizada dentro da pregação nas igrejas. Os sacerdotes que fizeram a sua “profissão de fé”, por necessidade de sobrevivência, tornaram-se “profissionais da fé”. Isto é perfeitamente compreensível.

A igreja tem milhares de sacerdotes na sua folha de pagamento, o mesmo acontecendo em todas as religiões. As pessoas precisam trabalhar e não existe mal algum em se profissionalizarem como soldados da religião divina, em qualquer manifestação religiosa, pois todos têm que sobreviver e ter sua independência  econômica preservada, seja sacerdote ou não.

O maior compromisso de toda classe sacerdotal do planeta, seja ela Cristã, Budista, Lamaista, Islâmica, Bramânica, Hinduísta, Espírita ou Holística e Espiritualista, de uma forma geral é com a verdade.

Jesus disse: “Conheça a verdade e a verdade vos libertará”. Ele estabeleceu um tipo de parâmetro muito corajoso quando afirmou aos seus apóstolos: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por mim”.

É muito importante optar por uma vida sacerdotal, fazendo um voto sincero de obediência para servir sinceramente e unicamente a Deus e seus propósitos. Por isso, todo sacerdote, deve buscar a verdade sem medo, no fundo do seu ser com sentimento, lógica, amor e conhecimento.

As religiões de uma forma geral, ajudam o homem, dando-lhe esperança, confiança, principalmente na vida após a morte. Os orientadores precisam estar convictos e estudarem profundamente o que vão professar.

Uma visão teológica desenvolvida num preceito duvidoso, impede a completa expansão do conhecimento divino, obstruindo os canais que irrigam as correntes energéticas do campo divino. Esta interrupção, bloqueia o conhecimento, e afeta o processo evolutivo, responsável pelo aperfeiçoamento de todos os seres.

A caminhada individual em direção à luz, implica não só na fé cega, mas também na reflexão cuidadosa.   Cada Ser é uma fonte inesgotável de energia que jamais deixará de existir, pois a vida espiritual é imortal. Para que o homem acreditasse nesta máxima, muitos se sacrificaram, se santificando numa verdadeira “Comunhão dos Santos”, em defesa dos preceitos divinos de amor ao próximo e servidão a Deus.

É importante buscar a verdade da fé, através da autoconscientização, que traz a convicção e a certeza do caminho em direção aos campos divinos de vibração superior.

Para que se estabeleça a construção evolutiva, é necessária muita dedicação, trabalho e amor ao próximo; sendo assim, é preciso que haja uma verdadeira tomada de consciência. Os responsáveis pelos ensinamentos, devem estar em constante preparação e atentos às pesquisas publicadas, esclarecendo pontos importantíssimos que as vezes se acham enclausurados em busca de uma nova interpretação.

O comprometimento dogmático, causa um sério problema para a fé, porque bloqueia a pesquisa séria e impede a divulgação daquilo que possa comprometer o que já foi decidido através dos concílios clericais. A dogmatização pressupõe a involução no campo da ideia, por isto, não é boa, pois não acrescenta nada ao conhecimento e ainda retarda o processo evolutivo. Defender o dogmatismo compromete seriamente o sistema crístico de expansão. Quem vive esta realidade, deve considerar a possibilidade de repensar toda a sua fé, “Seja assim na “Terra como no céu”. Esperamos que algum futuro membro da “Congregação para a Doutrina da Fé”, sediada em Roma, apresente uma proposta anulando o Concílio de Constantinopla II, instalado ilegalmente pelo Imperador Romano Justiniano em 552/553 a.C., restabelecendo a Doutrina dos Três Capítulos de Orígenes. Quando isto acontecer, o maior dos erros cometidos contra a fé cristã e os ensinamentos da igreja, estará restabelecido. O avanço do processo evolutivo e dos seres humanos, depende desta correção.

No plano espiritual, espíritos de sacerdotes componentes do Colégio Sacerdotal da Ordem de Melquisedec, aguardaram meio século, nesta última geração (século XXI), para que surgissem mentes preparadas, a fim de compreenderem e realizarem esta mudança, que acreditamos, há de surgir dentro do próprio clero Católico Apostólico Romano. Esperamos ansiosamente conquistar mais este avanço espiritual para a humanidade. Somente com seres humanos capazes de compreenderem, avaliarem e doutrinarem a sua própria energia, sem temores ou dogmas, é que poderá emergir uma Nova Era, evoluída no planeta Terra e na esfera superior, aonde habitam as estrelas, planetas e galáxias que compõem o grande universo que segue infinitamente num processo evolutivo.

Psicografado por Adilson T. de Godoy
Mentor: D.Adyan
Ordem Espiritual Crística
Filosofia Cósmica do Poder Divino Integralizado
www.cristiciismo.com.br
www.filosoficacristiciista.com.br


ÁUDIO

 

13/07/2016

CRISTICIÍSMO - UMA PESQUISA SÉRIA E PROFUNDA


Aconselhamos os cristãos, tanto católicos, como protestantes à pesquisarem nos meios disponíveis, dentro da literatura religiosa, a verdade desse CONCÍLIO DE CONSTANTINOPLA II DE 553/4 d.C. e discutirem esse assunto com os seus teólogos, padres e pastores. É um debate atual, extremamente produtivo ao conhecimento e que muito contribuirá para descristalizar o ritmo divino de expansão NESTE PONTO! A crença na reencarnação é mais antiga do que a bíblia judaico-cristã. Os Cristiciístas creem na doutrina de Orígenes e não estão sozinhos.

Essa anematização dentro da doutrina Cristã pertence à VISÃO INTERPRETATIVA DOS HOMENS. Nem Deus, nem Cristo, tem nada a ver com a mentalidade dos sacerdotes da época.

Dois seguidores da doutrina cristã muito importantes na ocasião, divergiram nessa questão. O imperador Justiniano (483 d.C - 565 d.C.) com o apoio do Bispo Atanásio, impôs a sua interpretação ao sínodo de bispos, bloqueando a expansão do conhecimento divino e a integração de milhões de católicos e protestantes até os dias de hoje. Lamentavelmente para o Cristianismo, nesse ponto o Bispo Ário (que viveu de 250 d.C. - 336 d.C) não conseguiu manter os princípios da doutrina Originista.


O Cristiciísmo ensina que você se salva pela fé e se integra pelo conhecimento.

Psicografado por Adilson T. de Godoy
Mentor: D.Adyan
Ordem Espiritual Crística
Filosofia Cósmica do Poder Divino Integralizado
www.cristiciismo.com.br