25/01/2017

FUNDAMENTOS E PRINCÍPIOS CRISTICIÍSTAS

A verdade divina se sustenta em fundamentos e princípios.

Sem esses dois ícones do conhecimento, não há como o ser humano estabelecer parâmetros para poder ativar todas as correntes energéticas interiores de ação, possibilitando o crescimento interior de cada criatura.

O desejo crescente de toda comunidade espiritualista é que cada membro se destaque pela ação pessoal, demonstrando interesse em buscar respostas para suas questões.

As respostas são componentes importantes na consolidação da fé de cada criatura.

Quanto mais o ser humano encontrar respostas que alimentem a sua convicção, mais o seu potencial energético de fé, energizará a sua mente, e a sua consciência se revelará a si mesmo, acrescentando pontos ao seu desenvolvimento espiritual.

O conhecimento não representa afastamento dos princípios que norteiam a fé. É muito importante buscar e trabalhar pelo conhecimento.

O conhecimento afasta o ser humano da exploração religiosa e o protege contra ensinamentos que não tem como se sustentar à primeira inquirição.

Um ser convicto da sua fé conseguida com base na reflexão, no estudo, na meditação dos postulados divinos, está apto a representar o seu papel dentro do cenário social e espiritual.

Com o espírito esclarecido, o ser torna-se mais útil ao processo, mais intenso e seguro em suas posições, e muito mais amplo na sua visão de vida com maior probabilidade de realizar seus objetivos no campo da fé e da realização profissional.

Escolher e selecionar o caminho espiritual a ser seguido é de extrema importância para o sucesso de qualquer criatura.

Uma criatura reconciliada com Deus, com espiritualidade, acreditando na sua religião e na sua fé, não esconde e não oculta nenhum postulado de verdade.

Esta postura aumenta o seu potencial criativo, crescendo na sua ação positiva, iluminando consciências e ensinando o verdadeiro caminho espiritual a cada um que se aproximar e se preocupar em ouvir seus aconselhamentos.

A fé aumenta a confiança em Deus e abre novos pontos para que a criatura possa se auto iluminar e enxergar dentro de si mesmo. O lastro divino que seu espírito trabalhou por todo o curso evolutivo, desenvolvendo gradativamente seu dom, ou seus dons, num certo momento de sua evolução, com certeza se manifestará.

A manifestação do dom não decorre de um prêmio divino. O maior prêmio divino é o dom da vida imortal.

Os demais dons são conseguidos através do trabalho, armazenado em vidas sucessivas, numa área específica do conhecimento que mais cedo ou mais tarde se manifestará, sendo que em alguns casos, será auxiliado pela genética, numa combinação perfeita de pais ou avós, que atuam ou atuaram no mesmo seguimento.

Muito se fala sobre o privilégio divino da concessão do dom para determinados escolhidos de Deus.

O grande teólogo cristão Orígenes já dizia na sua doutrina dos três capítulos, esquecida e anematizada pela sua igreja em 553 D.C.: “A justiça divina não privilegia ninguém”.

Buscar o conhecimento faz com que a criatura reflita sobre suas bases recebidas de gerações passadas, dentro do mesmo seguimento familiar.

Muitos seres não questionam Deus, mas questionam as interpretações dadas pelos seres humanos à palavra de Deus, contida nos seus códigos e escritos, repassadas a toda humanidade por diversos seguimentos religiosos.

O homem jamais poderá se queixar que faltaram informações para suas elucidações espirituais. O que faltou, e ainda falta, são explicações claras e objetivas, sem compromissos com doutrinas pré- estabelecidas.

Os que procuram estas informações para seu desenvolvimento pessoal esbarram em ensinamentos semeados por interpretações, que no curso dos séculos serviram a interesses políticos e se desviaram do caminho.

O dever do movimento espiritualista é reunir suas sementes espalhadas e semear novamente em um novo campo para que elas possam germinar, criando novas florestas com novos frutos e um novo jardim do Éden.

No atual jardim, existem outras árvores com cascos grossos, já curvadas pelo tempo que mais cedo ou mais tarde a natureza se encarregará de cumprir a sua lei natural.

A nova luz sempre chega e chegará. Chegou para os Judeus no nascimento de Cristo, chegou para os Vedas com o nascimento de Buda e chegará para todas as nações atuais no momento certo, mas é necessário preparar o caminho, como disse João Batista com relação a Jesus.

A natureza e o conhecimento não dão saltos e muito menos o ensinamento divino.

Tudo tem seu tempo certo.

É preciso paciência, tolerância, perseverança, estudo, meditação, responsabilidade e muita fé em Deus.

Estas questões são importantíssimas para qualquer criatura que tenha um projeto, seja ele divino ou não, a ser implantado.

A ansiedade precisa ser controlada em qualquer caso. É preciso trabalhar com resignação, independente dos problemas colocados no caminho, com tempo, convicção, sem pressão e sem medo de errar.


A TOMADA DE CONSCIÊNCIA


A civilização humana está vivendo um momento muito delicado.

A evolução espiritual do planeta, devido ao sincretismo religioso, deixou de sentir e olhar os verdadeiros fundamentos que sustentam a fé, a religiosidade e a espiritualidade.

Devido às discordâncias filosóficas, por conta das teologias que dividem a visão divina do ensinamento e o nascimento do antagonismo teológico, colocando uma crença religiosa contra a outra, estabeleceu um conflito interpretativo na importância da fé, que não consegue se sustentar, em pontos comuns, que devem assentar o conhecimento, e fundamentar a verdade superior em alicerces básicos, que constituem os pontos de sustentação de toda ideia divina, seja esta, religiosa ou espiritualista.
Crer na verdade superior divina é manter a esperança no renascimento espiritual após a extinção da vida física e no renascimento do corpo espiritual para a vida eterna.

Embora as religiões mantenham seus cultos e suas pregações em atividades através de suas liturgias em seus templos, com seus sacerdotes e pastores, pregando a palavra de Deus, ainda existem milhões de pessoas afastadas da dimensão religiosa ou por desinteresse ou falta de motivação em querer sair de suas residências e do seu conforto nos finais de semana, ou em qualquer dia da semana, para manter sua mente ligada no ensinamento das coisas de Deus. A missão dos sacerdotes é de manter a força divina ativa dentro dos lares em todo planeta.

Manter o pensamento voltado para o entendimento e o amor divino é uma grande alavanca para que a vida possa caminhar em torno da realização não só material como espiritual de cada criatura.

Psicografado por Adilson T. de Godoy
Mentor: D.Adyan
Ordem Espiritual Crística
Filosofia Cósmica do Poder Divino Integralizado
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ÁUDIO:

PENSAMENTO CRISTICIÍSTA


O Cristiciísmo ensina que:

1º Os seres humanos são responsáveis pela sua evolução e crescimento interior.

2º As forças espirituais devidamente trabalhadas, ajudam a expandir a força divina que existe em cada um de nós e é responsável direta pela nossa vivência espiritual, pela nossa luz interior e pela qualidade energética que deverá compôr o campo magnético de integração, responsável pela nossa localização no plano espiritual, após deixarmos o corpo físico.

3º Deus perdoa, mas não exime o Ser de responder por suas faltas.

4º Deus não pune ninguém, simplesmente corrige as frequências vibratórias de cada um, de acordo com as transgressões das leis divinas. A correção será aplicada de acordo com o grau das transgressões verificadas durante as encarnações vividas pelos seres.

5º Cada caso será examinado pela justiça divina e a correção aplicada terá como objetivo aperfeiçoar e integrar o Ser no sistema crístico de expansão.

Para tanto, a Ordem Espiritual Crística tem por objetivo educar espiritualmente todos os seres, além de trabalhar para que o ser humano mantenha o seu lado moral vigilante, procurando compreender os ensinamentos espirituais contidos nos Livros Sagrados repassados pelos grandes mestres na formação espiritual do planeta.

As atitudes humanas no curso da evolução, foram moldando e plasmando as correntes vibratórias através da intercomunicação com estes ensinamentos.

Psicografado por Adilson T. de Godoy
Mentor: D.Adyan
Ordem Espiritual Crística da Ordem de Melquesedec
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ÁUDIO:


AÇÃO DAS FORÇAS ANGÉLICAS


A realização do ser humano importa às forças angélicas, responsáveis pelo alimento espiritual, que mantém a fé na atividade crescente dentro de cada um.

Desenvolver o poder divino dentro de cada Ser é o caminho que encontramos para acrescentar nossa visão espiritualista dentro deste campo de evolução.

A ação do Espírito Santo, possibilita a iluminação de todos os seres numa evangelização, tornando-os mais conscientes dessa ação na expansão do conhecimento superior.

Em todos os pontos do planeta, a espiritualidade está se manifestando das mais variadas formas, para possibilitar uma nova consciência e transformar a situação atual entre nações, mesmo que seja por interesse econômico ou religioso.

A espiritualidade não encontra barreiras teológicas impostas por Colégios Sacerdotais em todo ramo e seguimento do conhecimento e do amor divino.

A ideia divina, que está ativa desde que as primeiras tribos africanas enterraram o seu grande guerreiro com honras de deus tribal, ainda atuará em todos os seres que vivem sob um mesmo teto dentro do planeta.

Nem Deus, nem seus enviados desistiram de lutar pela religiosidade e espiritualização de todos os seres.

As noções básicas de fé e conhecimento consciente, foram trazidas por entidades espirituais de alto teor vibratório em corpos físicos renascidos, para levar a cabo a missão superior que entre outras atribuições é a de integrar os seres e seus pensamentos às correntes cósmicas de expansão com atributos angélicos de amor, verdade e conhecimento.

O destino da raça humana é o encontro com o seu Deus interior.

Quanto mais a verdade divina estiver semeada dentro de cada criatura, mais o universo espiritual encontrará estabilidade rítmica, e mais ajudará a todos os seres que estiverem sob o teto destas correntes intercomunicantes.

São estas correntes que ligam todo o sistema crístico, permitindo que os seres possam desenvolver a sua capacidade de interagir com estes campos vibracionais, ativados pela ação do Espírito Santo e pela integração das forças angélicas, que alimentam por determinação divina todas as correntes vibratórias, que por sua vez sustentam o campo magnético e permitem a ação deste campo na semeadura cósmica onde a vida deve se manifestar.

O ser humano, como elemento integrado ao sistema, atua na ação co-criativa como um compressor gerador de força, que atua como um dínamo produzindo correntes intercomunicantes de integração conjunta.

Estas correntes produzidas atuam na expansão do conhecimento divino interagindo com as energias que sustentam o equilíbrio cósmico e possibilitam a expansão do conhecimento.

A recuperação moral da sociedade humana, representa o primeiro passo para harmonização do sistema. O sistema harmonizado disponibilizará, através da ação ectoplasmática, as informações contidas nas esferas de conhecimento, depositárias de todo livro divino, que está disponível no sistema, desde que a graduação moral da sociedade humana possa entrar em sintonia com estas esferas superiores que canalizam o conhecimento cósmico.

A ação da força interior de cada um, pode penetrar nestes campos energéticos e retirar destes campos todo o conhecimento necessário à evolução não só espiritual, como também tecnológica.

Todo o conhecimento está condensado nas esferas superiores, onde o grau evolutivo de cada criatura, combinado com sua graduação moral, poderá penetrar.

O ideal da força angélica, é que os seres humanos renascidos na carne possam compreender e trabalhar pela expansão de todo amor e conhecimento divino. O trabalho e o ideal são forças ativas, que se constituem nas ferramentas essenciais para o desenvolvimento de cada criatura.

A fé aliada ao conhecimento é uma poderosa força de apoio para a criatura encontrar o caminho da luz.

O objetivo de todos os seres é encontrar o caminho da luz, especialmente no momento atual.

Este é o desejo de toda comunidade espiritual desde que o homem começou a pensar de forma espiritualizada.

Psicografado por Adilson T. de Godoy
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BASE CRISTICIÍSTA



O Cristiciísmo tem como base ensinar e divulgar a filosofia cósmica do poder divino integralizado.

A proposta Cristiciísta é trabalhar o ser humano, contribuindo decisivamente para torná-lo espiritualmente mais sensível, posicionado, confiante em si próprio, com coragem para superar qualquer obstáculo, acreditando sempre que tudo vai clarear, se resolver melhorar e crescer.

O Cristiciísta crê em Deus, acreditando num Deus interior, próximo, lógico e viável, em condições de ser acessado pela postura mental positiva.

O Cristiciísta quer um ser humano com fé, coragem, e conhecimento, andando lado a lado, completamente unido pelo desejo de contribuir para melhorar a si próprio, sua relação com a sociedade em que vive, reconciliado com Deus e trabalhando integrado com o Sistema Crístico de Expansão, e com as forças que sustentam o equilíbrio cósmico, por fim, movimentando energias que até então desconhecia.

A Ordem Espiritual Cristiciísta, tem condições de oferecer um material filosófico textual e meditativo, contribuindo decisivamente para viabilizar o projeto humano de espiritualidade, religiosidade e integração.



Psicografado por Adilson T. de Godoy
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Ordem Espiritual Crística
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A ESCOLHA DA LINGUAGEM CRISTICIÍSTA



Toda manifestação do pensamento, através da escrita segue uma linha de raciocínio com objetivo de fazer com que o que se queira comunicar seja entendido pelas pessoas, sem que seja preciso andar com um dicionário embaixo do braço para assimilar cada sentença pelo uso exclusivo de palavras de difícil compreensão pelo leitor, que a cada momento, precise interromper a leitura para conseguir penetrar e entender o que é de interesse do autor do texto.

O nosso interesse é que os textos sejam percebidos de uma maneira clara e com um pensamento expresso de uma forma objetiva, para que a pessoa possa penetrar no espírito e na razão do texto.

O sentido oculto das entrelinhas, foi deixado de lado propositalmente para que a matéria passada seja assimilada sem rodeios.

O discurso empregado não se preocupou em manter um estilo literário, muito embora reconhecemos que o nosso ensino tem uma exposição de certa forma padronizada, dentro das necessidades de comunicação, da mensagem, que tem uma linguagem claramente identificável, porque nasce de uma mesma fonte de exposição, com poucas variações de estilo, tanto no conteúdo e na forma de expressão.

As palavras: energia, expansão, cósmica, campo, vibrações, força e outras, são características da proposta filosófica e espiritualista que a ordem se propõe a repassar.

Nossas mensagens têm a finalidade de passar o conteúdo básico do pensamento espiritualista de uma nova doutrina religiosa, com suas características próprias de comunicação, não só na forma gramatical, como também na finalidade a que se destina. As pessoas necessitam tomar contato com um pensamento espiritual, que possa lhes comunicar alguma coisa que venha demonstrar que a verdade espiritual é abrangente.

A informação que a ordem possibilita com a leitura e meditação dos seus textos, aumenta consideravelmente a visão espiritual.

A comunicação é abrangente no domínio de outras ciências como a biologia, a física, a química, até porque a espiritualidade está ligada ao conhecimento como um todo e não somente com o campo da fé cega e contemplativa.

O espírito humano é por natureza questionador, e a medida que vai assimilando um conhecimento, vai percebendo que sua visão interior vai clareando. Quando isto acontece, a criatura começa a compreender melhor as pessoas, o mundo que os cerca, os interesses envolvidos. Isto possibilita uma maior reflexão, permitindo aos seres se posicionarem melhor durante os fatos da vida, seja este fato material ou espiritual, abrindo perspectivas interiores de avanços intelectuais e psicológicos.

A filosofia cósmica do poder divino integralizado traz na sua base de ensino, correntes cósmicas de profundidade que vão capacitar a criatura humana a se posicionar na vida sem medo de lutar pelos seus ideais, com confiança, e tendo como aliado uma forte corrente energética que o manterá integrado e sintonizado com sua força de origem, porque os fundamentos repassados pela doutrina estão escritos no livro da sabedoria divina.

Todo ensinamento procura ser didático, direcionado e profundamente espiritual.

O desejo é que as pessoas aprendam a pensar de uma forma energética, criando campos magnéticos de sintonia, facilitando a sua penetração nos campos divinos de vibração superior.

A linguagem disponibilizada foi concebida para ser reconhecida pelos canais espirituais específicos destinados aos interlocutores. Qualquer uma das meditações propostas encontrará respostas espirituais dentro dessa faixa meditativa, porque o fluxo de correspondência é ativado pelo som da palavra captada, com todo seu potencial energético, agindo de uma forma cinética dentro da corrente cósmica pré-estabelecida e apta a reconhecer e atuar nos centros energéticos de ação integrada.

Estes textos já estão sintonizados na frequência de campo dentro do sistema integrado, porque o modelo energético da linguagem, começa a fluir instantaneamente sobre a aura espiritual, pelo simples fato de estar lendo os textos.
Isto chama-se fluxo energético de ação conjunta.

A própria linguagem é a chave de comunicação instantânea com o campo cósmico estabelecido pela identidade do campo energético. A freqüência vibratória, capacita o espírito para penetrar na corrente cósmica de integração.

O texto já é energético por natureza. No momento da leitura, o seu fluxo energético estará sendo absorvido pelo sistema crístico de campo integrado. O que você necessita, também estará sendo registrado no campo cósmico de vibração superior, desde que sua reflexão seja compatível com o grau energético do texto que compõem estes pensamentos.
“Na realidade somos o que pensamos”.

A Ordem Cristiciísta está em constante intercâmbio energético, pela sua própria natureza de comunicação e comunhão com o sistema angélico. O pensamento energético ensinado pela ordem provoca espontaneamente e integração, assim como os textos bíblicos ou o evangelho de Jesus lidos com fé. É o que chamamos de conhecimentos homologados.

Psicografado por Adilson T. de Godoy
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A ORIGEM DA VIDA - VISÃO CRISTICIÍSTA


Antes de abordarmos esta questão, iremos considerar duas formas de ação para que tudo o que existe no universo possa se manifestar de uma forma explicita e materializada.

Existem no planeta duas ações que se manifestam, aparentemente com uma visão antagônica entre si: os pensamentos criacionista e evolucionista.

O criacionista apresenta Deus como o fundamento da existência de todos os seres e de todas as coisas que existem, sendo definido como o espírito perfeitíssimo, criador do céu e da terra.

Essa definição é aceita por todas as religiões abrâmicas, inclusive pelo zoroastrismo.

As inúmeras religiões existentes, não fogem desse fundamento básico, apesar das mais variadas interpretações dadas pelos teólogos.

Correntes filosóficas e teológicas, no decorrer dos séculos, alimentam o pensamento básico deísta, na forma como Deus operou o milagre da vida.

A outra forma é o evolucionismo.

O Evolucionismo ensina que a criação não depende de Deus

O Budismo não crê em sua existência, afirmando que tudo sempre existiu e que tudo está em evolução, não só nas espécies como disse Darwin, mas também na antropologia e em todos os ramos aonde hajam corpos físicos definidos formados por átomos, moléculas etc..

São inúmeras as teorias evolucionistas apoiando o pensamento transformista, como dizia Lavoisier: “...na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma...”

Atualmente, com todos os equipamentos disponíveis existentes e também considerando o avanço tecnológico e cientifico, como reprodução humana assistida, clonagem, célula tronco, cirurgias robotizadas, transplantes, etc., já não é possível ignorar o avanço cientifico da humanidade para preservar a vida, quando molestada com uma doença fatal, como o câncer, por exemplo.

Neste exato momento, quando a ciência não consegue modificar um quadro doentio, o ser humano apela para a fé divina, pedindo a ajuda de Deus.

Os defensores da cura pela fé, têm seus registros e acreditam na cura milagrosa quando não há mais como resolver o problema.

Outras criaturas acreditam unicamente na ciência.

Uma coisa é certa, milhões de vidas são salvas pelo processo evolutivo que aperfeiçoou os métodos de combate, as enfermidades, até mesmo as incuráveis, restando para a fé muitas vezes, o consolo divino da perda e a visão do paraíso para o enfermo que sucumbe, apesar da destreza medica e da fé do paciente.

O criacionismo tem sua fonte na bíblia judaica. Segundo a bíblia, Deus criou o mundo em 6 dias, descansando no 7°.

Se a interpretação for através de períodos cíclicos de milhões de anos, esta crença, aliada a evolução de tudo, poderia modificar o pensamento interpretativo, tornando mais aceitável essa visão.



Psicografado por Adilson T. de Godoy
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Filosofia Cósmica do Poder Divino Integralizado - Livro 2
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INTENÇÃO DO CRISTICIÍSMO


A doutrina Cristiciísta apresenta os fundamentos e princípios básicos de uma nova visão espiritualista com o único objetivo de colaborar dentro do pensamento holístico para que os seres humanos possam meditar, conhecer e avaliar os novos conceitos e propostas visando ampliar sua visão espiritual.

 A intenção do Cristiciísmo é desenvolver o potencial criativo de cada criatura, aumentando seu grau energético interior, através da meditação consciente, direcionando o pensamento para uma visão positiva e objetiva do potencial divino, que existe dentro de cada ser.

Cada grau, acrescido à meditação, possibilita ao Ser, aumentar o seu potencial energético, ampliando o seu campo de ação mental e sua integração com as forças superiores.

Somos um grupo interessado no aumento e crescimento da força divina que existe no universo evolucionista.


À medida que o leitor vai tomando conhecimento do pensamento da Ordem Cristiciísta, outras informações sobre a doutrina, estarão disponibilizadas neste site em tópicos, que poderão ampliar o entendimento sobre a Filosofia Cósmica do Poder Divino Integralizado.



Psicografado por: Adilson Teixeira de Godoy
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OBJETIVOS DA MEDITAÇÃO CRISTICIÍSTA



A experiência mais buscada para quem deseja entrar num estado mais elevado de consciência é sem dúvida através do ato meditativo.

A meditação consegue elevar o nível de consciência do Ser e colocá-lo num estado de relaxamento mental, permitindo a entrada de fluidos cósmicos, que varrem o universo expansionista e que se acham fixados no campo divino de vibração superior.

A meditação aumenta o grau de integração, alinhando o indivíduo numa frequência vibratória superior, favorecendo a captação de vibrações que contribuem para sintonizar a consciência humana, por meio da penetração da onda mental, que avança nos campos cósmicos, elevando a corrente vibratória que atua na energização dos fluidos energéticos, responsáveis pelo seu equilíbrio psícobiofísico.

Desenvolver a meditação, é ampliar o campo de reflexão, aumentando assim o seu grau de percepção extra-sensorial.

Dependendo do grau de integração nesses campos, o Ser vai sendo intuído no campo do conhecimento que for alvo do seu objetivo.

Se o objetivo for a meditação que lhe traga paz, os campos energéticos pacificadores, assumirão a regência das vibrações, numa somatória de correntes vibracionais que virão atuar no momento em que o processo meditativo estiver em andamento.

Se além da busca da paz interior, a meditação também tiver um direcionamento profissional de desenvolvimento, dentro da opção de trabalho escolhida pelo meditante, estas energias vão buscar nesses campos de conhecimento a inspiração para que a mente plasme esses objetivos que se farão perceber através a intuição.

A meditação movimenta um universo incontável de neurônios, que magnetizados pela força do pensamento, criam novas células, magnetizadas pela força gerada pelo poder da ação do pensamento gerador de energia.

A meditação Cristiciísta concentra sua ação na força do pensamento dirigida ao campo de força divino.

Essa força atuante, tem a capacidade de construir blocos energéticos que atuarão diretamente na construção de uma nova realidade, favorecendo para que suas decisões e ações, sejam voltadas para concretização dos seus objetivos, ampliando sua capacidade pessoal de ação, apreensão e percepção da nova realidade que está buscando construir.

Os textos colocados à disposição do meditante para meditação Cristiciísta, por estarem de acordo com o plano divino de integração dos seres, através dos postulados de verdades contidos nos textos meditativos, ampliam a força de integração individual de cada criatura.

A meditação é um grande recurso a disposição dos seres para combater toda sorte de descompensação vibracional que ocasionam muitos males, sendo um dos piores, a inanição, a depressão, a falta de perspectiva, perseverança e ações que contribuem para manter o Ser desmotivado, e sem desejo de acionar seus mecanismos e objetivos realizadores.

O pensamento em Deus, dispara o processo de integração cósmica dos seres, elevando ao máximo sua integração, segundo o grau de evolução de cada um, na captação, condensação, ampliação e expansão dessa energia, devido a concentração no espírito, que vai buscar em Deus essa capacidade de mover esses campos energéticos.

A meditação pode ser buscada no profundo silencio exterior e interior, como pode também, ser estimulada pela vibração sonora ou efeitos especiais adequados ao texto, objeto desta meditação.

A integração de grau será conquistada pelo tempo dedicado a esta postura mental de reflexão, devendo ser acompanhada de um profundo relaxamento muscular e mental.

É importante, durante o ato meditativo, deixar a mente receptiva à captação dos textos falados, que tem como objetivo, conduzir até o interior das criaturas, os textos oferecidos na construção dos arquétipos modelados pelos blocos energéticos, que vão se consolidar a medida que o ato meditativo vai se desenvolvendo.

Se colocar numa posição bastante confortável, favorece a captação das energias superiores que irão atuar na constituição intra-molecular dos corpos físicos, que serão definidos pela concentração nos pontos objetos da meditação.


Psicografado por Adilson Teixeira de Godoy
Mentor: D' Adyan
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MEDITAÇÕES CRISTICIÍSTAS:

24/01/2017

CREDO CRISTICIÍSTA

Creio em Deus Pai, criador das esferas superiores e dos campos em evolução através da carne.

Em seus filhos como missionários da luz espiritual, os quais foram gerados pela sabedoria infinita do Pai.

Nascemos do reino de Deus e trabalhamos pela expansão do conhecimento divino superior.

Somos abençoados pela vida carnal purificadora, morremos fisicamente e renascemos espiritualmente, para vibrarmos em comunhão com os espíritos puros, que geram energia de criação, porque foram gerados pelo pai da criação.


Em nome do Pai da criação, dos Filhos criados e dos Espíritos puros para a Glória da Missão Superior.


Psicografado por Adilson T. de Godoy
Mentor: D.Adyan
Ordem Espiritual Crística - Ordem de Melquisedec
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HISTÓRIA DAS RELIGIÕES

Simbolo do Islamismo
Islamismo - Breve História do Islão

Símbolo do Islamismo: Profissão de fé escrita em árabe - "Não há outra divindade senão Deus e Maomé é o Seu profeta" (Lá Iláha Il`Allah Muhammad Raçul Allah). A recitação destas palavras constitui uma das cinco obrigações do crente islâmico.

Alcorão

Livro sagrado do Islamismo. O Alcorão é segundo a tradição a palavra de Deus, inspirada a Maomé, através do anjo Gabriel. Esta revelação ocorreu durante cerca de 23 anos. As revelações foram registadas pelos seguidores de Maomé, sendo mandadas compilar logo após a sua morte pelo califa Abu Becre. Por volta de 650, no reinado do califa Otman (644-656), fez-se uma publicação oficial do Alcorão. É composto por capítulos 114 (suras), subdivididos em 6616 versículos. Está ordenado em função da dimensão dos capítulos, sendo os primeiros os mais longos. Possui um estrutura muito fragmentada e repetitiva, que os crentes devem aprender de cor desde a infância. Encontramos nele várias dimensões:

1. Dimensão Religiosa. A sua mensagem fundamental é que existe apenas um único Deus, e só na obediência ao mesmo é possível atingir o Paraíso. Neste sentido são apresentados um conjunto de mandamentos e preceitos que o crente deve seguir. A pratica do bem é o meio mais referido, mas não é a única via.

2. Dimensão hermenêutica. O Alcorão, afirma-se como o corolário das duas grandes religiões que o precederam - o judaísmo e o cristanismo. Neste sentido são nele re-interpretados acontecimentos fundamentais da Tora dos judeus e dos Evangelhos cristãos, à luz do islamismo. Os judeus e os cristãos questionam não apenas as interpretações, mas também as modificações que sofreram algumas das suas histórias sagradas descritas no Alcorão.

3. Dimensão guerreira. O contexto histórico, caracterizado pelas lutas da afirmação e expansão do islamismo, está bem patente nos IX primeiros capítulos, os mais extensos. O Alcorão fornece a todos os que abraçam o combate de Deus, na guerra santa, um conjunto muito preciso de instruções como devem encarar e relacionar-se com os infiéis, assim como das recompensas a que terão direito no caso de morrerem, como repartir os saques e o que fazer com os prisioneiros.

4. Dimensão política. No Alcorão, ao contrário do cristianismo não existe uma delimitação entre a esfera religiosa e a esfera política. O Alcorão confira uma verdadeira organização social e política, de natureza teocrático, definindo as regras de relacionamento entre os seus membros, os princípios e formas de aplicação da justiça, assim como as respectivas penas. Define também com clareza a tipologia dos contratos comerciais, atividades lícitas e ilícitas, etc. .

O Alcorão, ao contrário da Tora dos Judeus ou dos Evangelhos dos Cristãos, condena ao inferno todos aqueles que fizerem modificações, adaptações ou interpretações simbólicas do texto sagrado, dado que o mesmo foi inspirado diretamente por Deus. O Alcorão afirma-se como um texto explicito, que qualquer crente pode ler e seguir no seu dia-a-dia. Não carece de explicações, nem interpretações de especialistas (sacerdotes, etc). É para ser levado à letra. Esta posição, denominada integrismo, é uma dos mais maiores problemas do islamismo, pois obriga os crentes a seguirem no século XXI, regras e condutas que foram pensadas para um contexto de guerra do século VII. O resultado aos olhos de um Ocidental, é o de centenas de milhões de pessoas vivendo num mundo completamente desfasado do seu tempo. .

Maomé

Maomé, nasceu em 570, na cidade de Meca. Orfão muito cedo começou por trabalhar como pastor. Aos doze anos começa a conduzir caravanas de camelos. Aos vinte dirige as as caravanas de uma viuva rica, sua prima, com quem acabará por casar cinco anos depois. Por volta de 610, na caverna de Hira, perto de Meca, terá sido visitado pelo anjo Gabriel, que lhe ordenou a sua missão e ditou os primeiros versículos do Alcorão. Maomé abandona a sua profissão de mercador e começou a pregar.

Devido ás perseguições que era vítima, em 622, foi obrigado a refugiar-se em Medina. Maomé era então um famoso chefe religioso, mas também num poderoso de chefe político-militar. Em 63O conquista Meca, tornando-a no centro da nova religião. Funda então um Estado teocrático, que alargou rapidamente o seu domínio a um crescente número de tribos árabes. Quando morre, a 8 de Junho de 632, nos braços da sua mulher preferida, deixa unificadas política e religiosamente um grande número de tribos árabes, mobilizadas para uma guerra santa que as levará de conquista em conquista até à Península Ibérica.

Representação gráfica de Maomé


. Sultão Muhammad: A Mi'raj, ou Ascensão de Maomé, rodeado de anjos. Iluminura, c. 1650


. Difusão

O mundo Islão foi o produto até ao século XX de inúmeras guerras de conquista que se iniciaram ainda no tempo de Maomé. Nos últimos 50 anos a expansão do Islão é feita sobretudo à custa da emigração de milhões de muçulmanos para os países cristãos. Grandes regiões muçulmanas ou de influência muçulmana no mundo:

1. Islão Árabe.

Região onde a língua árabe é correntemente usada, embora os povos tenham histórias e culturas muito diversificadas. Podemos distinguir as seguintes sub-regiões: a) países do Médio Oriente (Iraque, Libano, Síria, Turquia, Kuwait, Dubai, Emirados Arabes Unidos, etc); b) países do norte de África ( Argélia, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Tunísia); c) Egito e Sudão.

2. Islão Africano. Abrange as regiões islâmicas ou islamizadas a sul do Sara (Nigéria, Niger, Costa do Marfim, Senegal, Guiné.Conakry, Guiné-Bissau, etc).

3. Islão Turco. Abrange a Turquia e a parte muçulmana de Chipre.

4. Islão Balcânico e Asiático. Na Europa abrange as regiões conquistados pelos muçulmanos, como Albânia, Kosovo, Bulgária, e mais a leste países como o Casaquistão e outros.

5. Islão Irano-Indiano. Concentra o maior número de crentes. Abrange uma vasta região constituído por países como o Irão, Afeganistão, Bangladesh, Paquistão.

6. Islão Malaio. Abrange países como a Indonésia, Siri Lanka e as Filipinas.

7. Islão de Emigrados. A principal região da emigração muçulmana está na Europa. Em alguns países como a França o número de muçulmanos é hoje muito expressivo no conjunto da população.

Problemas Atuais

A esperança depositada nos anos 50 e 60, no nacionalismo árabe, foi rapidamente substituída nos anos 70 e 80, pelos receios quanto às consequências da explosão do fundamentalismo islâmico. A partir dos anos 90 os receios deram origem ao terror provocado pelas matanças indiscriminadas dos terroristas em nome de Deus. O tema da "Guerra de Civilizações" entrou na gíria política.

A comunicação social internacional, depois dos atentados do 11 de Setembro de 2001, passou a associar o Islão a uma religião de fanáticos, intolerantes, que desprezam os direitos mais básicos dos seres humanos, em especial as crianças e mulheres. A dimensão espiritual do islão foi completamente ofuscada.

Na Europa, assiste-se presentemente ao nascimento de um movimento anti-islâmico. Diversos estados têm tomado medidas para conterem a sua propagação ou pelo menos as suas manifestações públicas, nomeadamente proibindo os seus símbolos.

O diálogo entre pessoas e crenças diferentes vai sendo substituído pelo ódio/medo, alimentado pela ignorância. Um terreno fértil para o desenvolvimento do fanatismo religioso.

Breve Bibliografia

Alcorão. Publico. Lisboa. 2010. Tradução Prof. Samir el Hayek
Alcorão. Europa-América. Lisboa. 2 vols. 1979


Islamismo

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Basbous, Antoine - O Islamismo - Uma Revolução Abortada ? . Lisboa. Ambar. 2004
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Elias, Jamal J.- Islamismo.Lisboa.Ed.70
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Guellouz, Azzedine - O Alcorão. Lisboa. Instituto Piaget.2004
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Maomé
Khalidi, Tarif - Jesus Muçulmano - Lisboa. Tágide. 2004



JUDAÍSMO


Introdução

O Judaísmo é considerado a primeira religião monoteísta a aparecer na história. Tem como crença principal, a existência de apenas um Deus, o criador de tudo. Para os judeus, Deus fez um acordo com os hebreus, fazendo com que eles se tornassem o povo escolhido e prometendo-lhes a terra prometida.

Atualmente, a fé judaica é praticada em várias regiões do mundo, porém é no estado de Israel que se concentra um grande número de praticantes.

Conhecendo a história do povo judeu 

A Bíblia é a referência para entendermos a história deste povo. De acordo com as escrituras sagradas, por volta de 1800 a.C, Abraão recebeu um sinal de Deus para abandonar o politeísmo e viver em Canaã (atual Palestina).

Isaque, filho de Abraão, teve um filho chamado Jacó. Os doze filhos de Jacó deram origem às doze tribos que formavam o povo judeu. Por volta de 1700 a.C., o povo judeu migrou para o Egito, porém foram escravizados pelos faraós por aproximadamente 400 anos. A libertação do povo judeu ocorreu por volta de 1300 a.C. A fuga do Egito, foi comandada por Moisés, que recebeu as tábuas dos Dez Mandamentos no Monte Sinai. Durante 40 anos, ficou peregrinando pelo deserto, até receber um sinal de Deus para voltarem para a terra prometida, Canaã.

Jerusalém foi transformada num centro religioso pelo rei Davi. Após o reinado de Salomão, filho de Davi, as tribos dividiram-se em dois reinos: Reino de Israel e Reino de Judá. Neste momento de separação, apareceu a crença da vinda de um messias que iria juntar o povo de Israel e restaurar o poder de Deus sobre o mundo.

Em 721 a.C, começou a diáspora judaica com a invasão babilônica. O imperador da Babilônia, após invadir o reino de Israel, destruiu o templo de Jerusalém e deportou grande parte da população judaica.

No século I, os romanos invadiram a Palestina e destruíram o templo de Jerusalém e no século seguinte a cidade de Jerusalém, provocando a segunda diáspora judaica. Após estes episódios, os judeus espalharam-se pelo mundo, mantendo a cultura e a religião. Em 1948, o povo judeu retomou o caráter de unidade após a criação do Estado de Israel.

Os livros sagrados dos judeus

Imagem da Torá
A Torá ou Pentateuco, de acordo com os judeus, é considerado o livro sagrado que foi revelado diretamente por Deus. Fazem parte da Torá: Gênesis, o Êxodo, o Levítico, os Números e o Deuteronômio. O Talmude é o livro que reúne muitas tradições orais e é dividido em quatro livros: Mishnah, Targumin, Midrashim e Comentários.

Rituais e símbolos judaicos 

Os cultos judaicos são realizados num templo chamado de sinagoga e são comandados por um sacerdote conhecido por rabino. O símbolo sagrado do judaísmo é o memorá, candelabro com sete braços.

Memorá : candelabro sagrado.
Entre os rituais, podemos citar a circuncisão dos meninos (aos 8 dias de vida) e o Bar Mitzvah que representa a iniciação na vida adulta para os meninos e a Bat Mitzvah para as meninas (aos 12 anos de idade).
Os homens judeus usam a kippa, pequena touca, que representa o respeito a Deus no momento das orações.
Nas sinagogas, existe uma arca, que representa a ligação entre Deus e o Povo Judeu. Nesta arca são guardados os pergaminhos sagrados da Torá.

As Festas Judaicas 

As datas das festas religiosas dos judeus são móveis, pois seguem um calendário lunissolar. As principais são as seguintes:
Purim - os judeus comemoram a salvação de um massacre elaborado pelo rei persa Assucro.
  Páscoa (Pessach) - comemora-se a libertação da escravidão do povo judeu no Egito, em 1300 a.C.
  Shavuót - celebra a revelação da Torá ao povo de Israel, por volta de 1300 a.C.


CRISTIANISMO
Os Precedentes do Cristianismo

Os fatores históricos do cristianismo são: em primeiro lugar, a religião israelita; em segundo lugar, o pensamento grego e, enfim, o direito romano. De Israel, o cristianismo tomou o teísmo. É o teísmo um privilégio único deste povo pequeno, obscuro e desprezado; os outros povos e civilizações, ainda que poderosos e ilustres, são, religiosamente, politeístas, ou, no máximo dualistas ou panteístas. 

Israel tomou o cristianismo também, o conceito de uma revelação e assistência especial de Deus. Daí a ideia de uma história, que é desenvolvimento providencial da humanidade, ideia peculiar ao cristianismo e desconhecida pelo mundo antigo, especialmente pelo mundo grego.

Na revelação cristã é filosoficamente fundamental, básico, o conceito de uma queda original do homem no começo da sua história, e também o conceito de um Messias, um reparador, um redentor. Conceitos indispensáveis para explicar o problema do mal, racionalmente premente e racionalmente insolúvel. No entanto, o mundano e carnal Israel resistiu tenaz e longamente a esta ideia de uma radical miséria humana, e por conseqüência, à ideia de uma moral ascética. 

Idolatrou a vida longa e próspera, as riquezas da natureza e a prosperidade dos negócios, as satisfações conjugais e domésticas, o estado autônomo e privilegiado, o poder e a glória - até esquecer-se de Deus. Perseguiu os Profetas, que o chamavam ao temor de Deus e à penitência, e recalcitrou contra os flagelos com que Jeová o castigava, até que Israel, ainda que contra a sua vontade, foi submetido à sujeição e à renúncia, tendo adquirido, através de dolorosas experiências, o triste sentido da vaidade do mundo. A solução integral do problema do mal viria unicamente do mistério da redenção pela cruz - necessário complemento do mistério do pecado original.

Quanto ao pensamento grego, deve-se dizer que entrará no cristianismo como sistematizador das verdades reveladas, e como justificador dos pressupostos metafísicos do cristianismo; não, porém, como elemento constitutivo, essencial e característico, porquanto este é hebraico e cristão. E quanto ao direito romano, deve-se dizer que entrará no cristianismo como sistematizador do novo organismo social, a Igreja, e não como constitutivo de seus elementos essenciais e característicos, que são próprios e originais do cristianismo.


Jesus Cristo

Entretanto, o verdadeiro criador do cristianismo, em sua novidade e originalidade, é Jesus Cristo. Pode ele dar plena solução ao problema do mal - solução que representa o maior valor filosófico no cristianismo - unicamente se é Homem-Deus, o Verbo de Deus encarnado e redentor pela cruz. 

Diferentemente, a solução - ascética - cristã do problema do mal seria vã, como a estoica e todas as demais soluções filosóficas de tal problema, que ficaria, portanto, sem solução alguma. E, em geral, a pessoa de Cristo tornar-se-ia inteiramente ininteligível, se ele não fosse Homem-Deus.

Não é este o momento de fazer um exame crítico, filosófico e histórico, para determinar a personalidade de Cristo. Basta lembrar que, uma vez admitido e firmado o teísmo, logo se segue a possibilidade de uma revelação divina e da divindade de Cristo, para tanto, não precisando, propriamente, senão de provas históricas. Os argumentos em contrário não são positivos, históricos, mas apriorísticos, filosóficos; quer dizer, dependem de uma filosofia racionalista e ateia em geral, humanista e imanentista em especial.

Eis o esquema lógico da demonstração da divindade de Jesus Cristo. Devem ser examinados à luz da crítica histórica, antes de tudo, os documentos fundamentais, relativos à revelação cristã no novo testamento. E achamo-nos diante de uma personalidade extraordinária - Jesus Cristo, que ensinou uma grande doutrina, levou uma vida santa, afirmando-se a si mesmo como divino e comprovando explicitamente com prodígios e sinais - os milagres e as profecias - esta sua divindade. E como Jesus Cristo se tornou garantia de toda uma tradição que o precedeu - o Velho Testamento - , também se responsabilizou por uma instituição que a ele se seguiu - a Igreja Católica. A esta, portanto, coube interpretar infalivelmente a revelação judaico-cristã e, evidentemente, também a parte que diz respeito à queda original e à relativa reparação, a qual, por certo, pode dar origem, humanamente, a várias interpretações.


O Novo Testamento

Como é notório, Cristo não deixou nada escrito, de sorte que o nosso conhecimento mais imediato em torno da sua personalidade, se realizou através dos escritos dos seus discípulos. Temos de Cristo testemunhas também pagãs, além das testemunhas cristãs; estas são extracanônicas e canônicas. Estas últimas, porém, são fundamentais e mais do que suficientes para o nosso fim. Cronologicamente, são elas as seguintes: Paulo de Tarso , os Evangelhos sinópticos e o Evangelho de São João.

Paulo de Tarso, na Cilícia, fôra um inteligente e zeloso israelita. Não conheceu Jesus Cristo durante sua vida terrena, mas, convertido ao cristianismo e mudado o nome de Saulo para o de Paulo, tornou-se o maior apóstolo do cristianismo entre os gentios ou pagãos, revelando-lhes em Cristo crucificado o Deus padecente, vítima e Salvador, que eles procuravam em suas religiões misteriosóficas - e não acharam. 

Representação artista - Paulo de Tarso
A vida de Paulo é caracterizada por muitas e longas viagens, realizadas para finalidades apostólicas. Para o mesmo fim escreveu Paulo as famosas cartas às comunidades cristãs dos vários centros da antiguidade, relacionados com ele. 

As grandes viagens apostólicas de Paulo foram três e tiveram como ponto de irradiação Antioquia, tocando os centros mais importantes do mundo antigo: Jerusalém, Atenas e Roma. 

Nesta cidade, encerrou a sua vida mortal com o martírio. Destarte ele se pôs em contato com todas as formas de civilização do Oriente helenista e do mundo greco-romano. 

Quanto às Epístolas - escritas em grego - devemos dizer que não são cartas logicamente orgânicas e ordenadas, nem literariamente aprimoradas, tanto assim que podiam desagradar a um helenista refinado como Porfírio; são porém, densas de conteúdo, de forma incisiva e eficaz. 

O problema que, sobretudo, preocupa Paulo é o do mal, do sofrimento, do pecado, de que acha a solução em Cristo redentor, crucificado e ressuscitado. É este o aspecto do cristianismo que mais o impressionou, de sorte que é ele, por excelência, o teólogo da Redenção. No Velho Testamento Deus tinha dado aos homens a lei que, devido à miséria do homem decaído, não tirava o pecado, embora fosse uma lei moral; pelo contrário, até o agradava, tornando o homem consciente de sua falta. No Novo Testamento, Deus, mediante a graça de Cristo, tira o pecado do mundo, embora nos deixando na luta e no sofrimento, que Paulo sentia tão profundamente.

Representação artística de São Mateus
Os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas - chamados evangelhos sinópticos - formaram um grupo à parte, por certa característica histórica e didática, que os tornaram comuns e os distinguiram do quarto evangelho, o de João, de caráter mais especulativo e teológico. O primeiro em ordem de tempo é o Evangelho de Mateus , o publicano, tornando em seguida um dos doze apóstolos. Escrito, originariamente, em aramaico e destinado ao ambiente palestino, foi em seguida traduzido para o grego e, nesta língua, transmitido. É o mais amplo dos Evangelhos e relatou amplamente os ensinamentos de Cristo. O segundo é o Evangelho de Marcos, que não foi discípulo direto de Cristo, mas nos transmitiu o ensinamento de Pedro. Foi escrito em grego e destinado a um público não palestino. O terceiro dos Evangelhos sinópticos é, enfim, o de Lucas , companheiro de Paulo, que o chamava "o caro médico" . Também ele não foi discípulo imediato de Cristo, e o seu evangelho foi também escrito em grego.

Representação artística de São João

O quarto evangelho, inversamente - como o primeiro - foi escrito por um discípulo direto de Cristo, um dos doze apóstolos: João , o predileto do Mestre, testemunha da sua vida e da sua morte. O quarto Evangelho, juntamente com este valor histórico, tem um especial valor especulativo, teológico. Como Paulo pode ser considerado o teólogo da Redenção, João pode ser considerado o teólogo da Encarnação; Cristo é o Verbo de Deus encarnado para a redenção do gênero humano. Também o Evangelho de João foi escrito em grego; e, cronologicamente, é o último dos Evangelhos e dos escritos do Novo Testamento, os quais - no seu conjunto - podem se considerar compostos na Segunda metade do primeiro século, tomada com certa amplidão.







ZOROASTRISMO



O zoroastrismo, também chamado de masdaísmo ou parsismo, é uma religião monoteísta fundada na antiga Pérsia pelo profeta Zaratustra, a quem os gregos chamavam de Zoroastro. É considerada como a primeira manifestação de um monoteísmo ético. De acordo com historiadores da religião, algumas das suas concepções religiosas, como a crença no paraíso, na ressurreição , no juízo final e na vinda de um messias, viriam a influenciar o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

Tem seus fundamentos fixados no Avesta e admite a existência de duas divindades (dualismo), representando o Bem (Aúra-Masda) e o Mal (Arimã), de cuja luta venceria o Bem.

A religião pré-zoroastriana

A religião do Irã antes do surgimento do zoroastrismo apresentava semelhanças com a da Índia Védica, dado que as populações que habitavam estes espaços descendiam de um mesmo povo, os arianos (ou indo-arianos). Era uma religião politeísta, na qual o sacrifício dos animais e o consumo de uma bebida chamada haoma (em sânscrito: soma) desempenhavam nela um importante papel.

Os seres divinos enquadravam-se em duas classes, ambas de características positivas: os ahuras (em sânscrito: asuras; "senhores") e os daivas (em sânscrito: deivas; "deuses").

Zoroastro

Representação artística de
Zoroastro e/ou Zarathustra
Zoroastro ou Zarathustra, viveu na Ásia Central, num território que compreendia o que é hoje a parte oriental do Irã e a região ocidental do Afeganistão. Não existe um consenso em torno do período em que viveu; os acadêmicos tem situado a sua vida entre 1750 e 1000 a.C.. Sobre a sua vida existem poucos dados precisos, sendo as lacunas preenchidas por lendas.

De acordo com os relatos tradicionais zoroastrianos, Zoroastro viveu no século VI a.C, pertencendo ao clã Spitama, sendo filho de Pourushaspa e de Dugdhova. Era o sacerdote do culto dedicado a um determinado ahura. Foi casado duas vezes e teve vários filhos. Faleceu aos setenta e sete anos assassinado por um sacerdote.

Aos trinta anos, enquanto participava num ritual de purificação num rio, Zaratustra viu um ser de luz que se apresentou como sendo Vohu Manah ("Bom Pensamento") e que o conduziu até à presença de Ahura Mazda (Deus) e de outros cinco seres luminosos, os Amesha Spentas, sendo este o primeiro de uma série de encontros com Ahura Mazda, que lhe revelou a sua mensagem.

As autoridades civis e religiosas opunham-se às doutrinas de Zoroastro. Após doze anos de pregação, Zoroastro abandonou a sua região natal e fixou-se na corte do rei Vishtaspa na Báctria (região que se encontra no atual Afeganistão). Este rei e sua esposa, a rainha Hutosa, converteram-se à doutrina de Zoroastro e o zoroastrismo foi declarado como religião oficial do reino.

O principal documento que nos permite conhecer a vida e o pensamento religioso de Zoroastro são os Gathas, dezessete hinos compostos pelo próprio Zoroastro e que constituem a parte mais importante do Avesta ou livro sagrado do zoroastrismo. A linguagem dos Gathas assemelha-se à que é usada no Rig Veda , o que situaria Zoroastro entre 1500-1200 a.C. e não no século VI a.C. Vivia na Idade do Bronze, numa sociedade dominada por uma aristocracia guerreira.

Para alguns investigadores, muito mais do que o fundador de uma nova religião, Zoroastro foi antes um reformador das práticas religiosas indo-iranianas. Ele propôs uma mudança no Panteão dominante que ia no sentido do monoteísmo e do dualismo. Na perspectiva de Zoroastro, os ahuras passam a ser vistos como seres que escolheram o bem e os daivas o mal. Na Índia, o percurso seria inverso, com os ahuras a representarem o mal e os daevas o bem.

Zoroastro elevaria Ahura Mazda ("Senhor Sábio") ao estatuto de divindade suprema, criadora do mundo e única digna de adoração.

Outro conceito religioso por ele apresentado foi o dos Amesha Spentas ("Imortais Sagrados"), que podem ser descritos como emanações ou aspectos de Ahura Mazda. Nos Gathas os Amesha Spentas são apresentados de uma forma bastante abstrata; séculos depois eles foram transformados e elevados ao estatuto de divindades. Cada Amesha Spenta foi associado a um aspecto da criação divina.

Os Amesha Spentas são:

• Vohu Manah ("Bom Pensamento"): os animais;
• Asha Vahishta ("Verdade Perfeita"): o fogo;
• Spenta Ameraiti - ("Devoção Benfeitora"): a terra;
• Khashathra Vairya - ("Governo Desejável"): o céu e os metais;
• Hauravatat ("Plenitude"): a água;
• Ameretat ("Imortalidade"): as plantas.


Os Gathas revelam também um pensamento dualista, sobretudo no plano ético, entendido como uma livre escolha entre o bem e o mal. Posteriormente, o dualismo tornou-se cosmológico, entendido como uma batalha no mundo entre forças benignas e forças maléficas.

Atualmente os zoroastrianos dividem-se entre o dualismo ético ou o dualismo cosmológico, existindo também outros que aceitam os dois conceitos. Alguns acreditam que Ahura Mazda tem um inimigo chamado Angra Mainyu (ou Ahriman), responsável pela doença, pelos desastres naturais, pela morte e por tudo quanto é negativo. Angra Mainyu não deve ser visto como um deus; ele é antes uma energia negativa que se opõe à energia positiva de Ahura Mazda, tentando destruir tudo o que de bom foi feito por ele (a energia positiva de Deus é chamada de Spenta Mainyu). No final Angra Mainyu será destruído e o bem triunfará. Outros zoroastrianos encaram o dualismo no plano interno de cada pessoa, como a escolha que cada um deve fazer entre o bem e o mal, entre uma mentalidade progressista e uma mentalidade retardatária.

Os zoroastrianos acreditam que Zoroastro é um profeta de Deus, mas não é alvo de particular veneração. Eles acreditam que através dos seus ensinamentos os seres humanos podem aproximar-se de Deus e da ordem natural marcada pelo bem e justiça (asha).

A época aqueménida

Entre a morte de Zaratustra e a ascensão do Império Aqueménida no século VI a.C. pouco se sabe sobre o zoroastrismo, a não ser que se difundiu por todo o planalto iraniano.

Em 549 a.C. Ciro II derrotou Astíages , rei dos Medos, e fundou o Império Persa, que unia sob o mesmo ceptro os Medos e os Persas. A dinastia à qual pertencia, os Aqueménidas, adotaram o zoroastrismo como religião oficial do império, mas foram tolerantes em relação às religiões dos povos que nele viviam. Foi o rei Ciro II (dito O Grande) que libertou os Judeus do seu cativeiro e permitiu o regresso destes à Palestina. Provavelmente o primeiro rei persa que reconheceu oficialmente esta religião foi Dario I, como mostra uma placa de ouro na qual o rei se proclama devoto de Ahura Mazda.

Imperador Dario I
Dario teve que combater um usurpador chamado Gautama, que se fazia passar por um filho de Ciro. Gautama ordenou a destruição de santuários pagãos que seriam restaurados por Dario. Por causa deste comportamento atribui-se por vezes a Gautama a adoção do zoroastrismo.

Os Medos possuíam uma casta ou tribo sacerdotal, conhecida como os Magi, que adotaram a religião de Zaratustra, não sem introduzir alterações na mensagem original e incorporando antigas concepções religiosas. Os Magi seriam a classe sacerdotal dos três grandes impérios persas. Casavam dentro do seu grupo e expunham os corpos dos mortos às aves de rapina, duas práticas que viriam a ser adotadas pelos zoroastrianos. Os sacerdotes recuperam os antigos sacrifícios e o uso do haoma. Os Amesha Spentas, inicialmente abstratos no pensamento de Zaratustra, foram personalizados e antigas divindades passaram a ser adoradas. Entre essas divindades (yazatas) estavam o Sol, a Lua, Tishtria (deus da chuva), Vayu (o vento), Anahita (deusa das águas) e Mitra.

Foram também erigidos grandes templos e altares de fogo ao ar livre. Ataxerxes II (404-358 a.C.) chegou mesmo a ordenar a construção de templos em honra de Anahita nas principais cidades do império. Durante este período foi também criado o calendário zoroastriano e desenvolveu-se o conceito do Saoshyant, segundo o qual um descendente de Zarastustra, nascido de uma virgem, viria para salvar o mundo.

A época arsácida e sassânida

Persépolis recriada digitalmente

Com a conquista da Pérsia por Alexandre Magno , em 330 a.C., o zoroastrismo sofreu um duro golpe, tendo a classe sacerdotal sido dizimada e muitos templos destruídos. O incêndio da capital do império, Persépolis, provocaria o desaparecimento de textos da religião conservados na biblioteca da cidade.

Durante o governo dos Selêucidas o zoroastrismo foi respeitado e geraram-se sincretismos entre este e a religião grega (por exemplo, ocorreu uma associação de Zeus a Ahura Mazda). Mas um verdadeiro renascimento do zoroastrismo só começa durante a dinastia dos Partos Arsácidas no século III a.C.. Nesta fase foi compilado o Vendidad, uma parte do Avesta que recolhe textos relacionados com medicina e rituais de pureza.

No período da dinastia Sassânida (224 a.C. - 651 d.C.) o zoroastrismo foi completamente restaurado graças à intervenção de Kartir e de Tansar. O zoroastrismo tornou-se a religião mais comum entre as massas, sendo praticado numa vasta área que ia do Médio Oriente às portas da China. Nesta época assistiu-se à formação de uma verdadeira "Igreja" zoroastriana centrada na Pérsia, foram banidas da prática religiosa as imagens, criou-se o alfabeto avestano e novos textos passaram a integrar o Avesta, tais como o Bundahishn e o Denkard. Ao contrário do período Aqueménida, este período ficou marcado pela intolerância em relação a outras religiões, tendo sido promovidas perseguições aos judeus e cristãos. O clero zoroastriano detinha um grande poder e assegurava que cada novo monarca fosse zoroastriano; pesados tributos recaíam sobre a população como forma de sustentar a forma de vida do clero.

A chegada do Islão
Apesar da conversão da Pérsia ao Islão após a conquista dos árabes no século VII, o zoroastrismo sobreviveu em algumas comunidades persas, agrupadas nas cidades de Yazd e Kerman. Os muçulmanos consideraram os zoroastrianos como dhimmis, ou seja, praticantes do monoteísmo (à semelhança dos judeus e dos cristãos) e como tal foram sujeitos a pesados tributos cujo objectivo era estimular a conversão ao Islão.

No século X um grupo de zoroastrianos deixou a Pérsia e fixou-se na Índia, na região do Gujarate. Lá estabeleceram uma comunidade local que recebeu o nome de "Parsi" ("Persas" na língua gujarate) e que permanece naquele território até aos nossos dias. Esta comunidade zoroastriana foi influenciada pelos tradições locais e as suas particularidades levam a que se fale em Parsismo. Até 1477 os Parsis não mantiveram contacto com os zoroastrianos que permaneceram no Irão. Nesse ano restabeleceu-se o contacto sob a forma de troca de correspondência que durou até 1768.

No século XIX a conquista da Índia pelos britânicos levaria a um confronto entre os valores tradicionais dos parses e os valores religiosos e culturais do Ocidente. John Wilson, um missionário cristão da Escócia, atacou a religião dos Parses, alegando que o dualismo presente era contrário ao verdadeiro espírito monoteísta. Martin Haug, um filólogo alemão, que viveu e ensinou em Puna durante a década de 60 do século XIX, concluiu que apenas os Gathas eram as palavras originais do profeta Zaratustra. Estes acontecimentos propiciaram o início de um movimento de reforma religiosa, que dividiu a comunidade zoroastriana entre aqueles que pretendiam um regresso a concepções que entendem como mais puras e próximas da mensagem inicial, rejeitando o excessivo ritualismo, e os tradicionalistas.

Doutrinas e crenças

Os masdeístas não representam seus deuses em esculturas e não têm templos.

Deixou traços nas principais religiões mundiais como o judaísmo, cristianismo e islamismo através das seguintes crenças:

• Imortalidade da alma;
• Vinda de um Messias;
• Ressurreição dos mortos;
• Juízo final.

A doutrina de Zaratustra foi espalhada oralmente e suas reformas não podem ser entendidas fora de seu contexto social. O indivíduo pode receber recompensas divinas se lutar contra o mal em seu cotidiano, como pode também ser punido após a morte caso escolha o lado do mal. Os mortos são considerados impuros, então não são enterrados, pois consideram a terra, o fogo e a água sagrados, eles os deixam em torres para serem devorados por aves de rapina.

Textos religiosos

O principal texto religioso do zoroastrismo é o Avesta. Julga-se que a actual forma do Avesta corresponde a apenas uma parte de Avesta original, que teria sido destruído em resultado da invasão de Alexandre o Grande.

O Avesta divide-se em várias secções, das quais a principal é o Yasna ("Sacríficios"). O Yasna inclui os Gathas, hinos que se julga terem sido compostos pelo próprio Zaratustra. O Vispered é essencialmente um complemento do Yasna. O Vendidad é a secção que contém as regras de pureza da religião, podendo ser comparado ao Levítico da Bíblia. Os Yashts são hinos dedicados às divindades.

Para além do Avesta existem os textos em palavi, escritos na sua maior parte no século IX.

Escatologia individual

A escatologia individual do zoroastrismo afirma que três dias após a morte a alma chega à Ponte Cinvat. A alma de cada pessoa percepciona então a materialização dos seus actos (daena): uma alma que praticou boas acções vê uma bela virgem de quinze anos, enquanto que a alma de uma pessoa má vê uma megera.

Cada alma será julgada pelos deuses Mithra, Sraosha e Rashnu. As almas boas poderão atravessar a ponte, enquanto que as más serão lançadas para o inferno; as almas que praticaram uma quantidade idêntica de boas e más acções são enviadas para o Hamestagan, uma espécie de purgatório.

As almas elevam-se ao céu através de três etapas, as estrelas, a Lua e o Sol, que correspondem, respectivamente, aos bons pensamentos, boas palavras e boas acções. O destino final é o Anagra Raosha, o reino das luzes infinitas.

Sacerdócio


Existem três graus de sacerdócio no zoroastrismo contemporâneo. O sacerdócio tende a ser hereditário, embora não seja obrigatório que o filho de um sacerdote venha a seguir a profissão do pai.

Os sacerdotes de grau inferior recebem o nome de ervad, neste grau inicial é preciso conhecer de cor as escrituras do zoroastrismo, bem como a lei; desempenham apenas uma função de assistente nas cerimónias mais importantes da religião. Acima de si encontra-se o mobed[3] e por sua vez acima deste o dastur, que é responsável pela administração de um ou vários templos, por vezes comparado ao bispo do cristianismo.

Locais de culto

Templo de fogo na cidade iraniana de Yazd.

Os templos religiosos do zoroastrismo, onde se desenrolam as cerimónias e se celebram os festivais próprios da religião, são conhecidos como templos de fogo.

Estes edifícios possuem duas partes principais. A mais importante é a câmara onde se conserva o fogo sagrado, que arde numa pira metálica colocada sobre uma plataforma de pedra. Os sacerdotes zoroastrianos visitam o fogo cinco vezes por dia e procuram mantê-lo aceso, fazendo oferendas de sândalo purificado. Recitam também orações perante o fogo com a boca tapada por um tecido, de modo a não contaminarem o fogo. Este respeito pelo fogo sagrado levou a que os zoroastrianos fossem chamados de "adoradores de fogo", o que constitui um erro, na medida em que o fogo não é adorado em si, mas como um símbolo da sabedoria e luz divina de Ahura Mazda. Os templos de fogo mais importantes do Irão e da Índia mantêm uma chama de fogo sagrado a arder perpetuamente.

Rituais

Representação do Navjote
O zoroastrismo não determina que os membros devam realizar um número obrigatório de orações por dia. Os zoroastrianos podem decidir quando e onde desejam orar. A maioria dos zoroastrianos reza várias vezes por dia, invocando a grandeza de Ahura Mazda. As orações são feitas perante uma chama de fogo.

O Navjote (ou Sedreh-Pushi como é conhecido entre os zoroastrianos do Irão) é uma cerimónia de iniciação obrigatória destinada às crianças zoroastrianas que deve acontecer entre os sete e os quinze anos de idade. É importante que a criança já conheça as principais orações da religião.

Antes da cerimonia começar, a criança toma uma banho ritual de purificação (Naahn). Durante a cerimonia, conduzida pelo mobed e na qual estão presentes familiares e amigos, a criança recebe o sudreh (ou sedra, uma veste branca de algodão) e o kusti (um cordão feito de lã) que ata na sua cintura. A partir deste momento o zoroastriano deve usar sempre o sudreh e o kusti.

O casamento zoroastriano implica dois momentos distintos. No primeiro os noivos e os seus padrinhos assinam o contrato de casamento. Segue-se a cerimonia propriamente dita durante a qual as mulheres da família colocam sobre a cabeça dos noivos um lenço; simultaneamente dois cones de açúcar são esfregados um contra o outro. O lenço é então cosido, simbolizando a união do casal. As festas do casamento podem prolongar-se entre os três e os sete dias.

Práticas funerárias

Uma torre do silêncio em ruínas.

Os zoroastrianos acreditam que o corpo humano é puro e não algo que deva ser rejeitado. Quando uma pessoa morre o seu espírito deixa o corpo num prazo de três dias e o seu cadáver é impuro. Uma vez que a natureza é uma criação divina marcada pela pureza não se deve polui-la com um cadáver.

Na prática esta crença implicou que os cadáveres dos zoroastrianos não fossem enterrados, mas colocados ao ar livre para serem devorados por aves de rapina, em estruturas conhecidas como Torres do silêncio (dokhma)

Após a morte um cão é trazido perante o cadáver, num ritual que se repete cinco vezes por dia. No quarto onde se encontra o cadáver arde uma pira de fogo ou velas durante três dias. Durante este tempo os vivos evitam o consumo de carne.

Os participantes no funeral vestem-se todos de branco, procurando-se evitar o contacto directo com o defunto. O cadáver (sem roupa) é então depositado numa torre do silêncio. Depois das aves terem consumido a carne, os ossos são deixados ao sol durante algum tempo para secarem.

Por motivos vários (relacionados por exemplo com a diminuição da população de aves de rapina ou com a ilegalidade desta tradição em alguns países) esta prática tem sido abandonada zoroastrianos residentes em países ocidentais e até mesmo no Irão e Índia, optando-se pela cremação.

Festas
As comunidades zoroastrianas atuais regem-se por três calendários diferentes:

• o Fasli (usado pelos Zoroastrianos Iranianos e alguns Parses);

• o Shahanshahi (usado pela maioria dos Parses); e

• o Qadimi (este último o menos utilizado de todos).

O que significa que as festas religiosas podem ser celebradas em diferentes dias, nestes calendários cada mês e cada dia do mês recebe o nome de um Amesha Spenta ou de um Yazata. Os zoroastrianos celebram seis festivais ao longo do ano - os Gahambars - cujas origens se encontram nas diferentes actividades agrícolas dos antigos povos do planalto iraniano e nas estações do ano.

O Noruz é o Ano Novo Persa, celebrado no dia 21 de Março no calendário Fasli (os parses celebram o Noruz em meados de Agosto). Por volta deste dia os zoroastrianos colocam nas suas casas uma mesa com sete itens: um vaso com rebentos de lentilhas ou de trigo, um pudim, vinagre, maças, alho, pó de sumagre, frutos da árvore jujube; outros elementos que enfeitam a mesa são moedas, o Avesta, um espelho, flores e uma imagem de Zaratustra. O Noruz é celebrado com o uso de roupas novas, com o consumo de pratos especiais, com a troca de presentes e com a celebração de cerimónias religiosas. O fogo tem nele um significado especial. Seis dias depois do Noruz os zoroastrianos festejam o nascimento de Zaratustra.

O zoroastrismo hoje

A comunidade zoroastriana existente no mundo contemporâneo pode ser dividida em dois grandes grupos: os Parses e os zoroastrianos iranianos. Em 2004, o número de zoroastrianos no mundo foi estimado entre 145.000 e 210.000. O Censo indiano de 2001 contabilizou 69.601 zoroastrianos parsis.

Na Índia os Parses são reconhecidos pelas suas contribuições à sociedade no domínio econômico, educativo e caritativo. Muitos vivem em Mumbai (Bombaim) e têm tendência para praticar a endogamia, desencorajando o proselitismo religioso. Vêem a sua fé como étnica.

Em geral os zoroastrianos iranianos mostram-se mais abertos a aceitar conversões. Concentram-se nas cidades de Teerão, Yazd e Kerman. Falam uma variante da língua persa, o Dari (diferente do Dari falado no Afeganistão). Receberam o nome de gabars, termo inicialmente com conotações pejorativas (no sentido de "infiel"), mas que perdeu muito da sua carga negativa.

Uma diáspora zoroastriana pode ser encontrada em países como o Reino Unido, Canadá (6 mil pessoas), Estados Unidos (11 mil pessoas) e Austrália (2700 pessoas) e nos países do Golfo Pérsico (2200 pessoas).

A UNESCO declarou o ano de 2003 como ano de celebração dos 3000 anos da religião e cultura zoroastriana, numa iniciativa proposta pelo governo do Tadjiquistão.