quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A RELAÇÃO DO SER HUMANO COM DEUS


Onde procurar Deus?

Esta é uma questão que só pode ser respondida por quem realmente deseja buscar o divino, indo de encontro a essência da fé onde não existem barreiras impostas por teólogos, clérigos, pastores, mentores e outras formas de aprendizado acadêmico.

Normalmente, existem alguns pontos que se tornam bastante claros nessa busca da relação do homem com Deus. Estes pontos, se manifestam de forma esotérica dentro da liturgia dos cultos, da doutrina ensinada pelas escolas religiosas e pelo sentimento místico, seja este sentimento, através da simples contemplação ou da pura experiência pessoal onde a fé leva o deísta a uma viagem profunda dentro do silêncio interior.

Não é difícil procurar Deus na liturgia. Todos os cultos de qualquer religião praticam a sua liturgia, fazem as suas oferendas, recitam as suas orações e executam músicas numa articulação conjunta de pessoas repetindo texto ou ouvindo os temas musicais ou ainda os repetindo e louvando através do canto.

Os cultos apresentam para a visão dos fiéis, principalmente em datas especiais, verdadeiras peças teatrais encenadas com base na liturgia religiosa, independente da religião que determinou e estabeleceu os limites do culto.

Outra forma de estabelecer esta relação, é através da doutrina que caminha pela trilha da interpretação humana dos textos considerados sagrados, que foram legados pelos fundadores das religiões.

Normalmente, os teólogos doutrinadores responsáveis, pela orientação dos fiéis e até dentro das escolas de formação sacerdotal, interpretam, definem, sistematizam, selecionam, decidem e impõem suas interpretações afirmando ser um pensamento divino, votado e aprovado por seres humanos. Eles se colocaram e se colocam na condição de veículos especiais do mundo espiritual, na comunhão com Deus, inspirados pelo Espírito Santo.

Na realidade, as doutrinas interpretativas, são criações puramente advindas da mente humana, ou isoladamente, ou através do consenso da hierarquia da religião, que estabeleceu a linha de pensamento, aprovada e votada, pelos que se apresentam como intérpretes do pensamento messiânico do fundador da religião.

A próxima relação, é o sentimento místico na busca pelo encontro com a divindade, que nasce das entranhas do ser humano, no silêncio oculto do seu âmago, que anseia por uma revelação clara, ou um ensinamento objetivo, que possa conduzi-lo pelo caminho que representa a verdade, de quem busca as respostas, desejando sinceramente encontrar uma linha de diálogo com Deus.

Dificilmente uma experiência com o divino é encontrado na superficialidade. A experiência mística, normalmente costuma chegar através do consolo em momentos cruciais, onde o conforto e a compreensão sobre fatos inusitados na vida vão se sucedendo. Neste momento, não é somente o conhecimento acadêmico doutrinário da visão religiosa e da ação litúrgica que vai confortar.

O que realmente vai importar é a relação mística, é a experiência que transcende a matéria que não são da esfera das atividades do dia a dia.

Isto só vem através da meditação.

Os pontos focados na meditação elevam o grau de percepção interior do ser. Esta percepção tem grandes chances de mudar a sintonia esférica de graduação de quem está buscando esta sintonia.

A meditação está para Deus assim como Deus está para a sua manifestação dentro de cada ser.

A meditação tem a força de encaminhar o ser para a busca mística, que vai permitir a expansão da ideia, que nasce do desejo de cada um, de buscar, a sua experiência com Deus.

No silêncio interior da meditação, o Ser cria condições naturais para o seu despertamento, cujo objetivo, é sentir dentro de si a presença de Deus, possibilitando a sensação de estar numa vivencia plena com o divino.

É importante que o ser humano trabalhe conscientemente a força divina.

Toda a religião tem os seus métodos, cujo o objetivo é manter o ser humano ligado na ideia de Deus e realmente fazem isto de uma forma sincera.

As religiões abrâmicas sistematizaram sua fé.

Os muçulmanos estabelecem como ato de fé que seus fiéis orem 5 vezes ao dia, ajoelhando-se em louvor a Alá e as igrejas cristãs realizam suas missas.

O judaísmo proclama seu culto nas sinagogas. Muitos vão a cultos em suas religiões, mas será que todos ali presentes já viveram uma real experiência mística com Deus?

Isto não quer dizer que sua presença nos cultos esteja invalidada. Na realidade o culto religioso dá um passo importantíssimo que é oferecido através da liturgia e das doutrinas que embasam qualquer religião.

A vivencia mística é uma busca que se passa em outro estágio e também não vem somente por intermédio da fé contemplativa.

É importante o ser ir além da esfera litúrgica, doutrinaria e contemplativa para que sua relação com Deus possa se aprofundar.

Um dos caminhos é procurar o silencio interior, fixando a mente em um ponto ou um texto e permitir que este ponto vá entrando e aumentando seu potencial energético de assimilação e integração.

Uma das reações físicas quando isto está acontecendo, vem através da plenitude, sensação de conforto diante de um fato de difícil compreensão e aceitação.

Este momento difícil, vai se tornando mais natural e se acomodando como a melhor solução diante dos fatos, limpando as correntes de campo, que paralelamente passam a estabelecer uma contradição, ou uma ação contrária, que não seja de compreensão e conforto, bem diferente de um conformismo inaceitável.
O encontro com Deus, provoca um amadurecimento interior dando mais qualidade e visão da vida e uma possível tomada de decisão.

Viver uma experiência neste sentido, possibilita o desenvolvimento da percepção, pois aumenta a concentração. Este aumento da concentração ativa as reações internas que contribuem para a compreensão mais elevada do episódio e do objetivo desta percepção mística.

A presença de Deus no ato da meditação, contribui para não permitir um desequilíbrio psicossomático com efeitos colaterais. Esta experiência mística desperta um novo saber, permitindo que a pessoa cresça interiormente pela auto compreensão, conseguida por sua força de vontade em buscar na experiência mística do encontro com Deus e forças adicionais fora da programação dos contextos religiosos esotéricos (expostos ao visual, como atos litúrgicos visíveis por exemplo).

Estas forças adicionais, atuam no ser através do campo divino que chega até cada um, ativado pela centelha divina que existe em cada criatura, desde o momento que passou a fazer parte do processo evolutivo.

Este despertamento, ativa o sistema que responde naturalmente de forma automática, ao estímulo provocado conscientemente por meio da meditação.

É através da vivencia mística que as coisas de Deus costumam se resolver.

É importante que a experiência desta vivencia mística e divina, passe a se tornar o centro da vida espiritual de todo ser, através do ato meditativo.

Quando isto começar a acontecer Deus começará a se revelar indicando o melhor caminho para lhe trazer conforto, segurança e felicidade.

Jesus disse: “...batei e a porta se abrirá...”

Psicografado por Adilson T. de Godoy
Mentor: D.Adyan
Ordem Espiritual Crística da Ordem de Melquisedec
Filosofia Cósmica do Poder Divino Integralizado
www.cristiciismo.com.br
www.filosoficacristiciista.com.br

ÁUDIO:


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