sábado, 25 de março de 2017

A DEPRESSÃO - Psicografia Cristiciísta



Este estado de espírito pode ser combatido, desde que acredite que tudo é um processo de aperfeiçoamento. Estamos sempre nos aperfeiçoando, através de condições de campo. O campo mental condicionado pela ação do pensamento depressivo, traz uma vibração de correspondência. Esta força de correspondência, será tanto mais, ou menos, dependendo do mergulho no estado depressivo.

A força divina tem o grande poder de alterar este quadro de depressão: O ser precisa conhecer os seus momentos, para poder combate-los. O estado depressivo é sempre acompanhado de um esgotamento natural, em função da queima de calorias pela ação das correntes vibratórias negativas, que agem sobre o fluxo corpóreo. Estas forças negativas agem, porque a atitude mental depressiva as aproxima.

O Ser em atitude depressiva, não cria condições de campo adequadas ao seu estado de Ser em evolução.
O estado de Ser em evolução, pressupõe um estado mental que permite agir sobre si mesmo. Esta ação é um estado de consciência de difícil conquista, mas existe a possibilidade de se conseguir um melhor resultado, para quem se propõem a corrigir-se e a combater as influências negativas na sua manifestação de origem. A manifestação de origem é o momento pelo qual o espírito sente a força depressiva agindo sobre ele. É preciso estar consciente para poder se equilibrar dentro de um estado de desequilíbrio emocional. O desequilíbrio emocional, gera uma força negativa que irá gerar uma força depressiva. A constante depressiva, faz com que o Ser não se posicione e não encontre o seu ritmo vibratório normal. É necessário combater este estado de coisas. A orientação que o Ser recebe a nível espiritual, deve prever em seu manual as preces necessárias para combater o estado depressivo.

A força mental é o melhor remédio contra a angústia. O nosso estado de angústia nos faz sentir-nos sem força, e cada vez mais numa posição de descrença, derrota e outras sensações de mesma ordem.  Precisamos estar sempre atentos e buscar o contrário. Se a angústia nos oprime, devemos pensar em criar, a manifestação de condições contrárias, no exato momento. O importante é ter sempre a mão ou próximo, algo que tenhamos como um reduto de fuga. Às vezes, um livro, uma boa música, um trabalho manual, ou mesmo uns postulados de fixação mental para rebater as crises, podem ser muito importantes. O mundo em crise arrasta naturalmente as pessoas para a crise. A força de condensação da crise sobre o ser humano tem duas naturezas: uma, superior crística e outra, inferior e cristalizadora. Esta força cristalizadora, não permite que a força crística ou superior se expanda, porque dificulta a sua ação, alimentada que é, pelas vibrações negativas, que emanam das mentes em desacordo vibracional.

O desacordo vibracional é o responsável pelo atual estado de angústia, em que vivem os seres encarnados no planeta. Esta vibração em cadeia da força de ação negativa, vai minando a resistência emocional dos seres, que não conseguem olhar para dentro de si mesmos e que se libertam por absoluta falta de vontade em combater este estado.

O ser humano, as vezes até gosta de um sentimento negativo, porque ele encontra razões para “afogar os seus males”, na bebedeira, tóxico ou em qualquer outro agente externo que estimule as glândulas responsáveis pelo desequilíbrio de campo. Eles estão sempre se posicionando de uma maneira contraditória, pois que não têm uma crença lógica na força superior. O homem de hoje, está sendo orientado para a tomada de posição material e não espiritual e acabam sendo os responsáveis pelo atual estágio de evolução em que se encontra o planeta.
A tomada de posição espiritual, está sendo reservada a pequenos grupos, quando deveria estar sendo “gritada” por toda a humanidade terrestre, responsável pela educação espiritual do povo. Se faz muito pouco para combater o materialismo. O materialismo precisa ser combatido de frente, de punho cerrado, com argumentos científicos. Uma religião que tem ciência dentro de sua doutrina, não vai conseguir convencer ninguém, porque ninguém mais está propenso a acreditar em fantasias ou fatos fantasiosos. A necessidade vai levar esta humanidade a pesquisar Deus e então aí vai começar a verdadeira redenção espiritual do planeta. O planeta precisa crescer em espírito e a crença em Deus é a solução.

Precisamos crer em uma força divina esclarecedora e não primitiva. Deus não castiga ninguém. São os homens que castigam em nome dele. Assim fizeram os homens nas religiões primitivas e assim fazem na teologia atual. Os homens criaram condições de julgamento e julgam até aquilo que não está previsto, punem e estabelecem penas, sacrificando o ser humano.

O ser humano precisa aprender a pensar com lucidez.  O pensamento deve ser conduzido de uma forma clara e segura. Nada de mistérios. Precisamos instruir os homens diante dos fatos da vida. Não é possível criarmos uma doutrina filosófica ou científica espiritual, distante da realidade do dia-a-dia humano. O ser humano tem seus problemas, e eles devem ser analisados e sentidos como problemas relativos a vivência e capacidade de cada um. Exigir que a lei divina prime simplesmente pela intimidação da vida extracorpórea, não tem cabimento, não é justo criar condições de punição para quem não tem esclarecimento.

Por exemplo: Como seria possível punir um sapateiro que passou a vida consertando sapatos, sem prejudicar ninguém, porque o padre da paróquia disse a ele que deveria confessar seus pecados para ser perdoado, caso contrário, ele iria para o inferno?

Para o inferno deveria ir o padre e não o sapateiro. Foi o padre que não explicou ao sapateiro que a lei se cumpre pela observância do ritmo divino aplicado às condições de vida do indivíduo, e que cada um, resgata as suas faltas, segundo a sua própria capacidade de suporte.

A doutrina cristã, não foi levada até aos homens, como deveria ter sido. Foi distorcida, readaptada aos interesses particulares da igreja e o resultado está nesta pequena história do padre e do sapateiro. O sapateiro não sabe porque nasceu e o padre não sabe o que fala, e o que é pior, é pago pela Igreja para pregar a justiça e para falar a verdade.

Nós temos irmãos, é que iniciarmos um processo de reformulação total nas religiões que não ensinam a verdadeira doutrina cristã aos homens. É preciso ter coragem para apontar as falhas, colocar o dedo na ferida e deixar sangrar se for preciso. O nosso estágio atual de evolução pede uma tomada de posição, que deve vir a qualquer tempo, porque não é possível mais continuar iludindo nossos irmãos com conceitos teológicos enfraquecidos, que não conseguem sustentar uma doutrina, que da forma como está exposta e teorizada, nem a Jesus pertence.

A hora é de lutarmos pela verdade da lição evangélica, para despotencializarmos estas forças que estão cristalizando as consciências das pessoas, e fazendo com que os seres humanos se engalfinhem, e se acabem por falta de visão do espírito. A visão espiritual esclarece a criatura, traz o conforto, equilibra, traz o amor, a vida. A luz interior se agiganta, e a criatura consegue enxergar um mundo interior em condições melhores de mantê-la viva. Não podemos ficar totalmente presos à verdade da matéria, porque ela não é verdadeira.

Uma coisa que acaba depois de um período ilusório, é um hiato e não uma existência. O homem sabe disso, porque está cansado de saber que o corpo acaba, que as coisas materiais se destroem.
O melhor corpo do mundo acaba igual a qualquer corpo que seja inferior a ele.
O que temos que fazer, é cuidarmos do corpo como um instrumento de expressão do espírito. Como vínculo de manifestação de uma força extracorpórea. Esta é a realidade da vida, mas o homem persiste na luta pelo domínio material.

É importante ao homem se situar bem na vida, ter um bom trabalho, uma boa refeição, um bom sono, um bom espaço de lazer, mas tudo isto deve funcionar como instrumento de paz, não como instrumento de desilusão e discórdia.

A discórdia gera um clima de tensão, que por sua vez, vai gerar um clima de negatividade, que se posiciona contra uma força vibracional positiva, incumbida de estabilizar o ser humano e adequá-lo a um comportamento, que permitirá a ele, extrair de si todo o seu potencial. O humano só é pleno na ação em qualquer sentido, quando ele está apropriado do seu potencial, quando ele está com suas forças e consigo mesmo. Um humano sem preparo mental, não se manifesta condignamente em nenhum momento, quer no campo da utilização da sua potencialidade, quer no campo da sua ação mental.

O homem equilibrado é lúcido. Tem dentro de si uma força atuante, desde que mantenha o seu interior ligado às forças responsáveis pela manutenção das suas energias físicas e psíquicas. O homem pleno, é feliz, porque tem dentro de si os mecanismos interiores e exteriores, aptos a lhes responderem quando são chamados à ação, sejam estas ações instintivas ou não. O homem dificilmente conseguirá se manter em forma física e mental, se não cuidar do seu astral, que o liga a forças que agem sobre ele. Se ele se liga a forças superiores, terá resposta superior, e, se ele se liga a uma força inferior, terá uma resposta inferior. A resposta inferior ilude, porque o faz necessitar de estímulos estranhos em qualquer sentido e vai aos poucos eliminando as resistências emocionais, até que chegará numa fase em que não mais reagirá com o seu estímulo. A pessoa precisa sempre se empenhar, para viver mais e conseguir ser e fazer o melhor do que não foi possível até o momento, um Ser gerador de forças positivas, para a sua plena realização como ser superior, e sua destinação, que é o conhecimento da utilização da verdade ao próximo e a si mesmo.

Os humanos do final do paleolítico, que hora estamos examinando, era dotado de uma forte tendência para a percepção através da ideia intelectiva. A força racional preponderava sobre qualquer outra força que agia dentro dele. O cérebro físico entrava em um período de adaptação do ambiente, e esta adaptação ao ambiente, obrigava o homem primitivo a examinar as coisas que ele percebia, procurando entender o objetivo, se concentrando em suas formas e tentando ver alguma coisa além do objeto. Ele se sentava sobre as pedras e ficava um tempo enorme olhando para tudo aquilo que o envolvia, procurando entender o verdadeiro sentido da sua situação. Não entendia a sua posição de homem destinado a racionalidade e não conseguia ir além de conclusões simples sobre qualquer coisa que visse ou que estivesse na posse de suas mãos. Ele vivia dentro do seu próprio mundo exterior, limitado e sem conserto. Quando sentia fome, procurava alimento. Embora vivesse em tribos ou clãs, eram solitários, pois não encontravam uma explicação para os fatos da vida e da existência. A solidão do homem primitivo, era produto da ignorância.
A falta de conhecimento, gera um profundo estado de solidão. Um ser que não reage aos fatos e que dorme em cima dos objetos, é triste e solitário. Não tem razões interiores que justifiquem uma ação que o posicione diante da vida.

O homem primitivo, ainda tinha razões para viver em um estado de torpor e de profundo sono em vida, mas o homem de hoje, não pode ser como o homem primitivo. Não é só o trabalho material que deve motivar a pessoa para encontrar o seu ritmo vibratório. A meditação espiritual, também deve ser acrescida do ritmo diário como condição de avanço e de melhor se posicionar diante da vida. Quem não procura compreender a vida nos seus aspectos mais amplos, não conseguirá criar condições de felicidade interior ou compreender a vida como um todo.

A compreensão da vida, requer a auto - análise. É preciso que se faça um balanço das suas ações e pese a sua conduta. Nesta análise, devem ser considerados todos os fatores que compõe o seu estado interior. Não se pode simplesmente considerar numa autorreflexão, somente os pontos que considera positivos, ou os pontos negativos. Ele deve considerar tudo, e conhecer o seu estado de relação como um todo. É o comportamento sendo julgado por ele próprio, em decorrência das suas próprias ações.

Os humanos têm que aprender a se relacionar com as leis de Deus por si mesmos. O homem sempre gostou das coisas prontas e acabadas, para que ele não tivesse trabalho, além de usufruir daquilo que está ao seu alcance. Isto é perfeitamente compreensível, quando se trata de produtos utilizados para sua sustentação básica, como vestir, comer e dormir.

É necessário existir condições próprias para todos, mas o que não podemos conceber, é o homem utilizar-se de pensamentos prontos, de filosofias prontas e acabadas, sem examinar com profundidade todo o sentido superior desta filosofia que escolheu para professar.

Às vezes, os homens sofrem terríveis pressões, alucinações, crises de consciência, por atos que nem chegaram a cometer na realidade, simplesmente porque professam uma crença que o proíbe de sentir. O sentimento é muito amplo. O homem nunca vai conseguir deixar de sentir. O homem sente dor, emoção, calor, frio, sede, fome, sente sua verdade dentro dele. Esta se manifesta nele como expressão daquilo que é real. O que é real e objetivo, deve ser compreendido como um todo. Não é possível estarmos sempre em desacordo com o que é real, com o que é objetivo. O que temos em nossa frente, são ações e vida, são coisas acontecendo, gente vivendo, se abrindo e se fechando.

Tudo o que temos em nossa volta, é o resultado daquilo que estamos consumindo. A realidade não pode ser uma farsa e a vida uma mentira. Está tudo dentro de um contexto de vida e desenvolvimento do indivíduo e da sociedade. As leis que disciplinam o homem integrado a uma sociedade, são leis reguladoras do comportamento mútuo, ou seja, leis de ação direta, pois se o homem viola essas leis, ele será punido pelo próprio homem. O homem legislou para sobreviver, porque sem a lei humana de disciplinação do comportamento, o homem viveria num caos, não podendo se constituir cumprindo uma responsabilidade.

Atualmente, o nosso estado de evolução, é bem superior daquele em que o homem primitivo vivia, pois no seu estágio, a lei era a força. Hoje, se o homem se completa da própria lei, é porque ele conscientemente aceita e deseja a sua própria degeneração. Uma raça acaba quando começa a degenerar e a não se entender mais. Assim, ela assume perante as forças superiores, a sua própria sorte. A sorte de parte da humanidade está em avançado estado de degeneração, porque o homem tem consciência do erro e é obrigado a respeitar um pacto social, que não são as suas leis, que compõem as instituições jurídicas. No entanto, ele não se interessa em manter um comportamento digno de seu estado atual de consciência e continua pregando desordem e a maledicência.

O homem está num estágio de transição evolutiva bem acentuado. Existe no planeta uma classe de seres humanos, bem mais elucidados, se posicionando ante os fatos e acontecimentos da vida. Por outro lado, ainda são minoria, se levarmos em conta a quantidade de habitantes do planeta.

A humanidade atual, não se preocupa com seu estado interior, porque não tem a consciência de que condições ela teria que suportar, caso houvesse um cataclismo como o que atingiu as nações no passado, e que viram destruídas as suas vidas e suas conquistas. A força cósmica que comanda a evolução superior e, portanto, disciplina a ação das forças em ação num campo em evolução, podem a qualquer momento, agir sobre este campo e alterar os registros.

O homem terá que recomeçar do zero e procurar de novo o seu lugar ao sol. Não temos o objetivo de amedrontar os seres com esta colocação, mas isto já aconteceu no passado. A arqueologia e as ciências humanas, conseguiram apurar estas verdades por experiências, por levantamento de regiões e cálculos matemáticos. O homem não tem como negar o seu passado de estratégias e sofrimento.
É necessário estarmos preparados para encararmos a qualquer tempo, uma virada. A hora ninguém sabe. Só o Pai superior é quem tem a chave e pode acioná-la quando as condições assim o exigirem. Nós temos que procurar organizar as nossas ações e criar grupos de estudos, de pesquisa e refletirmos sobre toda e qualquer possibilidade de continuar lutando por uma melhor condição de vida. A vida necessita de condições para que o ser possa continuar caminhando no campo do conhecimento. O homem que não acredita que precisa da vida para a sua própria evolução, não acredita em nada.
É necessário crer na vida e depois em tudo o que se relaciona com ela. A vida é importante porque é através dela que o homem se posiciona e se auto avalia. Discutir a vida, é pensar no espírito que anima a vida.

A vida tem duas naturezas: uma de ordem material e outra, espiritual. A material é mortal e a espiritual é imortal. A vida espiritual é imortal. Temos que compreender a razão da imortalidade.

Porque fomos feitos imortais? Deus não criou o homem para ele morrer, o criou para viver, por isso, ele tem duas vidas a preservar, um material e a outra espiritual. As vidas são nossas luzes. Na nossa condição de seres de superioridade e conhecimento, precisamos valorizar a vida porque ela é uma fonte de energia que irá sempre ser o nosso veículo de expressão espiritual. O ser se exprime através da vida do corpo vital.

O corpo vital (ou carnal) é o elemento de ligação entre a vida física e a vida espiritual. O mundo espiritual tem através do campo astral, o seu mecanismo de apoio de integração com o corpo físico. O corpo físico, através do corpo astral, se vivifica e recebe as dosagens de vibração necessárias à sua utilização superior. O homem que evolui com o tempo, sempre foi portador de uma grande iluminação que representa o seu corpo espiritual. A luz de Deus sempre esteve dentro do ser iluminado. O despertar desta luz trouxe ao homem as condições necessárias de visão interior e consequente capacidade de criar condições de aperfeiçoamento próprio.

No início da sua evolução, o homem não tinha nenhum domínio sobre estas forças. A força era quase imperceptível, e ele não tinha a noção do sentimento. As suas reações não eram de alegria ou de felicidade, eram de espanto e mais próximas do medo, do que da coragem. Corriam das manifestações naturais como quem foge do desconhecido. A sua instrução, não lhe dava condições de ver com claridade o seu verdadeiro caminho e com isto sua capacidade de expansão ficava tolhida. Não conseguia expandir sua ideia por absoluta falta de condições mentais. Era um estado de profunda dureza interior. A sua educação, era uma constante preocupação dos poderes superiores, responsáveis pela destinação do homem. O homem primitivo não conseguia ir além de pequenas conclusões e de pequenos raciocínios. As suas práticas eram rudimentares. Era necessário provocar dentro desse homem, alguma alteração fundamental, para que se conscientizasse mais rapidamente, afim de se defender dos cataclismos futuros dentro da área de habitação, pois o planeta não havia ainda atingido um grau de resfriamento, que desse condições à natureza, de estabilizar as forças através da conjunção dos astros, que fossem favoráveis a manutenção da estabilidade vibratória responsável, pelo equilíbrio ecológico do planeta.

Sem orientação de uma entidade superior que tivesse condições de guiá-lo, na certa, acabaria deixando de existir, como aconteceu com várias espécies na pré-história, onde os cataclismos sepultaram as primeiras formas e outros animais pré-históricos. Sem guia de luz e visão superior, ele não conseguiria chegar a locais mais seguros, dada a falta de condições dos sentidos em conduzir-se para locais que o mantivessem distantes destes cataclismos. A luz divina que existe dentro de cada Ser, desde os primórdios, já se fazia sentir em cada criatura.

Os que inicialmente habitavam o planeta, tinham pouca capacidade de reflexão, pois os sentidos não tinham se desenvolvido, e com isso, a capacidade de aprender qualquer tipo de ensinamento não encontrava nenhuma possibilidade, qualquer que fosse o entendimento que um conceito pudesse expressar. Locomovendo-se quase sem orientação pessoal, não tinham condições de reflexão e nem possibilidade de se locomoverem para locais que o afastassem dos fenômenos ecológicos que lhes afligiam. O momento era de grande importância e era necessário que o homem se orientasse com segurança para fora do raio de ação das forças da natureza, que agia sob impulsos, a fim de que não sepultassem a espécie animal. O clima de tensão, era uma constante, e toda a raça que vinha se desenvolvendo no planeta, poderia a qualquer momento sucumbir. O plano divino agiu em socorro a estes seres, através das correntes de ar, que fizeram com que eles se afastassem de locais que não ofereciam condições para sobrevivência, onde poderiam sucumbir.

Essas correntes de ar eram frequentes, e faziam com que estes seres se orientassem pelo vento. Eles sentiam o zumbido do vento, e não se aproximavam, porque sabiam que este era o indicador do mau tempo, e assim, corriam para áreas onde os ventos não eram percebidos pelos ouvidos. Através deste sistema de proteção, eles foram se desenvolvendo e a experiência foi passando de geração em geração. Com o desenvolvimento da visão, o auxílio veio pelo reconhecimento visual do terreno. O auxílio auditivo foi deixando de ser importante detector das catástrofes, passando à visão, com o desenvolvimento natural a desempenhar o papel de localização das tempestades. Olhando os horizontes, evitavam áreas de atritos ecológicos e locais onde pudessem pressentir os climas de tensão. Essas tribos de seres que aprenderam a se defender usando os próprios sentidos, guiados pela força da natureza, foram se espalhando pelo planeta, ocupando áreas e atravessando os mares, estabelecendo-se em locais diferentes e sob condições de grande adversidade. A inteligência se aprimorou, e com isto, o centro de irradiação espiritual que habita todo Ser, conseguiu agir de dentro para fora, fornecendo os elementos necessários a percepção consciente, já que o espírito só se manifesta com todo o poder, quando não existe condições de corpo físico.

O corpo físico sendo um aparelho de condições satisfatórias, permite que o espírito se manifeste com maior plenitude. Esta manifestação do espírito pode se tornar puramente consciente, desde que, o Ser se proponha a trabalhar o seu físico de uma forma a permitir que todos os canais responsáveis pela manifestação, ajam sobre o aparelho corporal, fazendo com que a energia irradiada de dentro para fora, cubra o ser humano com sua força e luz.

Psicografado por Adilson T. de Godoy
Mentor: D' Adyan
Ordem Espiritual Crística
Filosofia Cósmica do Poder Divino Integralizado
www.cristiciismo.com.br
www.filosoficacristiciista.com.br

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